No ano passado, o Brasil parou para acompanhar a Copa do Mundo na Rússia e torcer pela Seleção. Agora, é a vez delas. A Copa do Mundo de Futebol Feminino começou no fim da semana passada. Até 7 de julho, mulheres de 24 países disputam o título.

Com bons torcedores que somos, preparamos uma edição especial para falar sobre o assunto e encontramos uma galera superempolgada para torcer pela Seleção Feminina e pela valorização das mulheres no esporte.

Afinal, temos motivos de sobra para nos orgulhar e vibrar pelas conquistas da equipe brasileira. A atacante Marta já foi escolhida como melhor jogadora do mundo por seis vezes – um recorde entre mulheres e homens.

E não precisa ir longe, não. Em Venâncio Aires, temos gurias que dão exemplo quando o assunto é esporte – seja na torcida ou no campo. Pega a pipoca, junte a turma e fique na torcida pela nossa Seleção.

Seleção Brasileira integra o Grupo C da competição (Foto: Assessoria de Imprensa CBF/Divulgação)
Mulheres no campo e na torcida

Desde pequena, Ketlin Eisermann, 16 anos, assiste a jogos de futebol. A gremista de coração conta que o pai sempre incentivou ela a gostar do esporte. A guria, inclusive, já tentou jogar em escolinha de futebol, mas garante que sua habilidade, mesmo, é ficar na torcida.

Como boa torcedora, a família de Ketlin está acompanhando a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Na estreia do Brasil, na partida contra a Jamaica, no domingo, 9, se reuniu na casa da avó para torcer. ‘’Elas jogaram demais, mostraram que não precisa ser homem para fazer um bom jogo”, afirma a estudante da Escola Estadual de Ensino Médio Cônego Albino Juchem (CAJ).

Ketlin comenta que, nesta edição da copa, viu mais divulgação pelas redes sociais, na televisão, entre amigos e até da seleção masculina do país, mas acha que ainda é preciso investir mais.

Ketlin acompanha os jogos da Seleção Brasileira na competição (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Ela acredita que muitas mulheres não acompanham futebol porque não são incentivadas e considera que o futebol feminino deve ter a mesma importância do que qualquer esporte. Além disso, na opinião de Ketlin, uma jogadora merece ganhar o mesmo que um jogador. “Culturalmente, ver futebol é um hobby masculino. Isso faz muitas mulheres nem se interessarem pelo assunto. Queremos mudar essa cultura.”

Sonho de ser jogadora

Sabrina joga futebol desde o 5 anos (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

Quem também é apaixonada por futebol é Sabrina Daiane Camara, 16 anos. A estudante da Escola Estadual de Ensino Médio Wolfram Metzler pratica o esporte desde que tinha 5 anos e joga pela Escolinha do Selo, junto ao projeto da Assoeva.

Com o sonho de jogar profissionalmente, Sabrina tem a jogadora Marta como inspiração e torce pela breve recuperação da atleta. ‘’Nós mulheres temos todas condições de fazer um bom futebol’’, destaca.

Apoio masculino

Túlio Andrei Fischborn, 14 anos, está na torcida pelas mulheres. Para ele, o apoio de todos é necessário para incentivar a Seleção. ‘’É fundamental, pois as meninas

Túlio considera importante apoiar o esporte feminino (Foto: Arquivo pessoal)

ainda não têm o mesmo suporte que os homens, financeiramente, no futebol e em alguns outros esportes’’, observa o estudante da Escola Wolfram.

Edição histórica

A oitava Copa do Mundo de Futebol Feminino pode ser uma edição histórica, com maior respeito e visibilidade à participação das mulheres do esporte mais famoso do mundo. Os jogos, que ocorrem na França, estão sendo transmitidos na TV aberta no Brasil, fato que até então nunca havia acontecido – ou seja, não tem desculpa para não torcer pelas gurias da equipe canarinho.

Além disso, a edição também ganhou uma valorização da Fifa, que aumentou consideravelmente a premiação para as 24 seleções participantes, passando de 15 milhões de dólares para 30 milhões. Apesar disso, o valor ainda não pode ser comparado com a copa masculina. No mundial da Rússia, no ano passado, os homens receberam 400 milhões de dólares.

Te liga!

Os jogos da Copa do Mundo Feminino Futebol se encerram no dia 7 de julho. Até o momento, a jogadora da Seleção Americana, Alex Morgan, é a melhor marcadora.

A Seleção Brasileira integra o grupo C, com Austrália, Itália e Jamaica. Depois de vencer a Jamaica, por 3 a 0, no domingo, o Brasil perdeu da Austrália, na tarde desta quinta-feira. A partida ficou em 3 a 2. A Seleção enfrenta a Itália, na terça-feira, 18, às 16h.

Equipe brasileira conta com a atacante Marta, que já foi escolhida como melhor jogadora do mundo por seis vezes (Foto: Assessoria de Imprensa CBF/Divulgação)

Escalação

Aline – Goleiro

Bárbara – Goleiro

Letícia – Goleiro

Letícia – Defensor

Tamires – Defensor

Camilinha – Defensor

Daiane – Defensor

Kathllen – Defensor

Mônica – Defensor

Poliana – Defensor

Tayla – Defensor

Andressinha – Meia

Luana – Meia

Formiga – Meia

Thaisa – Meia

Bia Zaneratto – Meia

Cristiane – Atacante

Raquel – Atacante

Debinha – Atacante

Geyse – Atacante

Ludmila – Atacante

Marta – Atacante

Andressa Alves – Atacante

Oswaldo Fumeiro Alvarez (Vadão) – Técnico

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