O voleibol é um dos esportes preferidos da galera. Ter um time com treinos além das aulas de Educação Física é algo comum nas escolas. A modalidade movimenta as instituições de ensino, com competições como os Jogos Escolares de Venâncio Aires (Jeva) e do Rio Grande do Sul (Jergs).

A edição de hoje apresenta estudantes (e seus professores) que não poupam esforços para fazer os melhores saques e bloqueios, seja em quadra ou durante os treinos. Além disso, destaca a trajetória da jogadora de voleibol Mônica Luiza Seidel, venâncio-airense que, desde o ano passado, joga no time sub 21 do São José dos Campos, em São Paulo. Orgulho e inspiração para quem ama vôlei!


Gurias da escola Odila ficaram em 2° lugar na categoria Infantil Feminina do Jergs fase Inter-Regional (Foto: Arquivo Pessoal)

Na semana passada, o time feminino infantil da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Odila Rosa Scherer, mesmo com o ginásio interditado e dependendo de lugar externo para treinar, conquistou o título de vice-campeão na etapa inter-regional do Jergs, depois de ter sagrado-se campeão no Jeva e na etapa microrregional do Jergs (6ª CRE).

A professora Juliana Viecieli destaca que é um sonho levar os alunos para a final do estado (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Quem treina o time é a professora de Educação Física Juliana Viecieli, 44 anos. Ela comenta que, além da falta de um local específico, o tempo para os treinos é um desafio. “Tenho apenas um turno na semana para treinar com todas as categorias. Dividindo fica pouco tempo por time”, explica. “Os treinos não são só para jogar. É para perceber a dificuldade de cada um e trabalhar nelas”, acrescenta.

Há cerca de 3 anos, a aluna Luana Weschenfelder, 13 anos, começou a se envolver com o voleibol. Mesmo com idade de jogar em time mirim, ela sempre jogou na sua categoria e em uma acima. No ano passado, chegou a jogar pelo time mirim e também no infantil e juvenil da escola.

Para Luana Weschenfelder seriam necessários mais treinos, pelo menos três vezes na semana (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Para Luana, além de saúde, o esporte também proporciona novas amizades. “Conhecemos muitos lugares e pessoas nas competições.” No último ano, segundo a guria, o time feminino evoluiu muito. Luana também treina, duas vezes por semana, no Colégio Martin Luther, em Estrela, e tem horários com os amigos para praticar mais o hobby. “Não sei ainda qual profissão quero seguir, mas o vôlei está entre as opções.”

Treinar é fundamental

(Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

No time feminino infantil da Escola Odila são 12 meninas. Entre elas, também está Luana Yasmin dos Santos, 13 anos. “Jogo apenas na escola, por isso acho que deveríamos ter mais horas de treinos. Treinamos no pátio, mas não é a mesma coisa, o ginásio é fundamental para nós”, ressalta ela, que começou a jogar há 2 anos.

A estudante adora participar das competições e comenta que são momentos muito legais de interação. “Eu fico nervosa antes do jogo, mas depois que começa fica tudo bem.”

Além da quadra

Garantir um bom desempenho em quadra exige mais do que treino físico. De acordo com a professora de Educação Física Juliana Viecieli, uma das metas é trabalhar o emocional dos alunos. “Chegou no último jogo da inter-regional do Jergs, contra Teutônia, e as gurias ficaram muito nervosas e deixaram isso atrapalhar o desempenho do time.”

Outro cuidado é com relação à alimentação dos atletas. Juliana, que também é nutricionista, monitora o que os estudantes comem no dia de competição. “Nada de refrigerante, pastel ou besteira enquanto tem jogo. Peço que tomem bastante água e comam coisa leves. Depois que acaba, se quiserem, podem ir correndo para uma sorveteria”, afirma.

Eles estão na final do estadual

Os guris da Escola Estadual de Ensino Médio Monte das Tabocas também são feras no voleibol. A partir de amanhã, o time infantil masculino vai disputar a final do Jergs estadual, em Erechim. A equipe começou a treinar para competições de voleibol no ano passado. Em 2019, o time coordenado pela professora Liciane Martins conquistou os títulos de campeão do Jeva e do Jergs micro-regional e inter-regional.

Para o estudantes da Escola Monte das Tabocas, o time é importante para promover a escola e levar o nome delas para outros lugares (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Pedro Augusto Endler, 14 anos, tem incentivo que vem da família: o irmão chegou a ser jogador da Seleção Gaúcha de Voleibol e o pai tem o esporte como hobby. “Eu jogava futebol por hobby, mas depois percebi que sou melhor em voleibol.”

Sobre os treinos e todo envolvimento que o esporte proporciona, o estudante considera que isso ajuda nos relacionamentos. “Criamos responsabilidade, aprendemos que para alcançar os objetivos é preciso treinar”, destaca.

Quanto à próxima etapa, ele comenta que está nervoso, mas confiante. “Estamos ansiosos. Sabemos que muito times são bons. Acho que é questão de jogar com vontade para ter bons resultados.”

(Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Entre os atletas do time do Monte também está Caio Flôres, 14 anos. ‘‘O treino faz os alunos ter mais ânimo para vir à escola”, considera. Além dos treinos na escola, ele joga com um grupo de amigos, fora de horário de aula. “Ganhamos amizades no meio do esporte. Voleibol é um esporte de bom humor.”

(Foto: Divulgação)
A atleta Mônica Luiza Seidel destaca que é importante treinar muito, cuidar do corpo (Foto: Arquivo)

De Venâncio para São José dos Campos

O time de vôlei da Emef Benno Breunig foi o primeiro contato com o esporte para a jogadora Mônica Luiza Seidel, 19 anos. Desde março do ano passado, a atleta joga no time São José dos Campos sub 21 e mora em São Paulo.

Antes, disso, a venâncio-airense passou pelo Colégio Martin Luther, de Estrela, onde conquistou uma bolsa de estudos e disputou campeonatos estaduais, nacionais e internacionais. “Toda minha família sempre me incentivou e me deu apoio para continuar indo atrás desse sonho. Aos 13 anos, um amigo meu que, na época, treinava o time da escola Benno, o Alef Oliveira, me falou da peneira do Martin Luther. Passei e comecei a treinar lá e a participar de campeonatos”, conta.

Depois de concluir o Ensino Médio e a categoria de base do Rio Grande do Sul, Mônica foi para São José dos Campos. “É uma experiência muito valiosa, mas que não é fácil. Desde cedo tive que aprender a me virar sozinha. Como a distância é grande e o nosso calendário é muito apertado, consigo ir para casa só uma vez durante o ano. Aí a saudade da família fica muito grande”, comenta.

Enquanto se recupera de uma cirurgia no joelho, realizada no ano passado, a atleta se prepara para voltar a treinar normalmente com o time, nas próximas semanas. A partir de novembro, a equipe vai disputar os Jogos Abertos de SP 8.

Entre os planos de Mônica estão começar a faculdade de Fisioterapia, no próximo ano, e seguir jogando vôlei. “Por enquanto, estou focada em terminar a base, que seria até o ano que vem, e depois conseguir algum time adulto para seguir minha carreira”, revela.

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