(Foto: Eduarda Wenzel)

Comemora-se, hoje, o Dia Internacional do Cooperativismo. Nesta semana, o caderno Na Pilha! Trabalhou a temática e realizou um bate-papo com a presença de aproximadamente 200 alunos de diferentes escolas no auditório do Colégio Professor José de Oliveira Castilhos.

Para marcar a data, que é um dos fatores que contribui para o desenvolvimento local, confira a entrevista com o administrador e professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Thiago dos Santos Rossoni, que fala sobre a importância de engajar os jovens em soluções inovadoras, um dos pontos principais do cooperativismo.

Na Pilha! – Como podemos descrever cooperativismo na prática?
Thiago dos Santos Rossoni – O cooperativismo está inserido nas nossas vidas de diferentes formas, desde ações voluntárias para arrecadar fundos para uma instituição/causa (por exemplo a corrida contra o câncer infantil), ou até mesmo no descarte do lixo seco, que em muitas regiões há cooperativas que organizam a colheita e separação para reciclagem de tal lixo.

-O que ganhamos profissional e pessoalmente com o cooperativismo?
Com o cooperativismo trabalhamos o desenvolvimento local de comunidades e grupos de pessoas, permitindo que individual e coletivamente todos se desenvolvam. Por ser um modelo de negócio de adesão livre e voluntária, o cooperativismo estimula a diversidade, e com isso os indivíduos ampliam a sua visão de mundo e a capacidade de resolver problemas sociais e econômicos, por exemplo.

-Pensando principalmente nos jovens, como devemos abordar essa temática com eles?
Como fazer com que eles sintam atração pela área? Os jovens são movidos pelo propósito. Desta forma, engajar os jovens para buscar soluções inovadoras para problemas sociais e econômicos pode ser uma ótima alternativa para o desenvolvimento e perpetuidade do cooperativismo. Para atrair os jovens, cada vez mais o cooperativismo precisará estar próximo das mídias pelos jovens acessadas, bem como ajustar a linguagem ao entendimento deste público.

-O que precisa ser feito para mudar a visão do jovem sobre o cooperativismo?
Uma forma de mudar a percepção do jovem quanto ao cooperativismo é permitir a prática das ideias deles no dia a dia. Por vezes, dada a média de idade mais avançada, a experiência de alguns envolvidos pode trazer resistência para novas ideias e formas de agir, fazendo com que as soluções não atuais não contemplem a visão de mundo do jovem, logo não sejam efetivas para este público.

-Por que é importante que o jovem se insira na área cooperativa?
Atualmente, a base de associados das cooperativas, de modo geral, tem mais de 36 anos. Logo, a importância da maior inserção de jovens no cooperativismo é muito relevante, a fim de contribuir com as percepções dos novos consumidores e garantir a perpetuidade deste negócio, por exemplo. Não só o jovem, mas o grande diferencial dos negócios é a diversidade, pois ela permite colocar em discussão diferentes visões de mundo, que viabilizam soluções transformadoras e com utilidade de escala. As cooperativas valorizam a inclusão social e tratam um modelo de negócio disponível para todos.

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