Enquanto uns se dão bem em Matemática, Física e Química, outros tentam fugir dos números e gostam, mesmo, é de Português, Ciências ou História. É natural que cada um tenha uma preferência e mais facilidade em aprender determinada matéria.

Se é assim, por que não unir essas habilidades e dividir com os colegas? Essa é a proposta do projeto ‘Sala de apoio à aprendizagem’, que ocorre na Escola Monte das Tabocas e apresentamos nesta edição. Por meio dele, alunos que se destacam em determinada matéria atuam como monitores em uma ‘aula de reforço’ para os colegas, uma opção para auxiliar a galera a entender o conteúdo e se preparar para a prova.

Afinal, nada melhor do que alguém com a nossa idade e que fale a nossa linguagem, não é mesmo? Que a leitura desta edição também inspire você a dar aquele ‘help’ para os colegas ou buscar ajuda com alguém da turma. Boa leitura!


Quando a ajuda vem dos colegas 

Os estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Monte das Tabocas abraçaram o projeto ‘Sala de apoio à aprendizagem’. Com objetivo de diminuir o número de reprovações dos alunos, no início do ano, a escola começou um projeto de reforço no turno oposto ao da aula.

Em uma pequena sala, com quadro e mesas que comportam cerca de dez pessoas, os alunos aprendem mais sobre algumas matérias. O mais interessante, no entanto, é que são os próprios colegas, que têm domínio da matéria, atuam como ‘professores’, para auxiliar os demais.

Colegas se auxiliam nas atividades (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Leonardo Schuler, 17 anos, é estudante do 3º ano do Ensino Médio e é um dos 14 monitores que, voluntariamente, auxilia os colegas a estudar. Léo, como é conhecido, gosta de exatas e tem facilidade em Matemática. Quando os colegas têm dificuldades com os números, é só recorrer a ele.

Conforme o aluno, antes de a escola ter uma sala para essa atividade, a turma se reunia na casa de algum dos colegas para estudar antes de alguma prova. “Na sala de aula, muitos não conseguem prestar atenção, aqui já tem menos barulho e são poucas pessoas, daí fica mais fácil deles aprenderem”, diz. O grupo se encontra na escola conforme a necessidade de cada conteúdo. As matérias com mais procura são Química, Física e Matemática.

Leonardo Schuler está entre os 14 monitores de diversas turmas que participam do projeto (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Mais liberdade para questionar

Juliana Vitória Francke Bogorni, 17 anos (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Para a estudante Juliana Vitória Francke Bogorni, 17 anos, que também está no 3º ano do Ensino Médio, o reforço é uma iniciativa muito boa, pois ela sempre teve mais facilidade em humanas e acaba precisando de ajuda em Matemática e Química.


“Às vezes, tenho vergonha de perguntar para os professores, e eu prefiro ir atrás dos meus colegas.”

JULIANA VITÓRIA FRANCKE BOGORNI – Estudante


A guria comenta que não curte os números, então, desde o início do projeto, participa das aulas com os colegas para aprender um pouco mais. “Sempre fui mais devagar em exatas, porque eu não gosto. Então, para mim as aulas ajudam e aqui eu posso fazer mais perguntas.”

Visão de professora 

Para preparar as atividades para as aulas de reforço, os monitores têm orientação de algum professor da área. A professora Angela Konrad, de Matemática, ajuda o Leonardo a organizar o reforço para colegas.

Segundo ela, o projeto já tem resultados positivos no desempenho em sala de aula, pois muitas vezes a linguagem que os adolescentes usam facilita a aprendizagem. “Os colegas conseguem tirar as dúvidas que são mais pontuais. É na resolução das atividades que surgem essas dúvidas e ter alguém para explicar na hora acaba ajudando muito.”

Vantagens de aprender com os colegas:

  • Uso da linguagem informal
    Intimidade para questionar e tirar dúvidas
    Troca de experiências

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