Foto: Divulgação / InternetFrank Underwood é o protagonista da série. Um político ambicioso que não mede esforços para atingir seus objetivos
Frank Underwood é o protagonista da série. Um político ambicioso que não mede esforços para atingir seus objetivos

House of Cards, considerada uma das melhores séries da atualidade, está em sua quarta temporada e a cada novo episódio arranca suspiros (ou faz com que se perca a respiração) dos telespectadores e fãs. O produtor David Fincher (responsável por filmes como O Clube da Luta, O Curioso Caso de Benjamin Button, Garota Exemplar, entre outros), soube escolher muito bem os atores e transformou a série em um fenômeno mundial.

O protagonista Frank Underwood, é um político ambicioso que não mede esforços para atingir seus objetivos. Convenhamos, parece com muitos políticos que encontramos por aí. Apesar dessas características, a série é tão incrível que faz com que o telespectador seja o seu maior cúmplice. Assim, acabamos, involuntariamente, torcendo para que suas maracutais dêem certo. Bem diferente da vida real, né!?

Claire Underwood, esposa e comparsa do político, segue na mesma linha. E embora o casal não seja ‘flor que se cheire’, a verdade é que ninguém é mocinho nessa história. Como trata dos bastidores da política norte-americana, outros personagens ‘vivem’ em torno dos dois (e também servem como massa de manobra).

Em resumo: ninguém tem moral na trama. E talvez seja exatamente por isso que a série pareça tanto com a ‘vida real’, ainda mais depois dos últimos acontecimentos.

Foto: Divulgação / InternetNa série, mesmo com tantos personagens, nenhum tem moral e isso vale para os personagens principais
Na série, mesmo com tantos personagens, nenhum tem moral e isso vale para os personagens principais

é por esses e muitos outros motivos que House of Cards vem sendo comparada com a política brasileira atual. Um exemplo disso é a reportagem publicada esta semana pelo jornal alemão ‘Die Zeit’. Segue abaixo alguns trechos da matéria:

Por estes dias, é difícil entender por que ainda há pessoas que se interessam por House of Cards. Elas não acompanham as notícias da política brasileira?”.

Questionou o correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Thomas Fischermann.

Há um promotor que quer meter na cadeira um ex-presidente, cuja metade de sua equipe está atrás das grades. Um presidente parlamentar que teria colocado milhões em propinas em contas da Suíça, mas que, mesmo assim, continua no cargo e, com a acusação de corrupção, quer afastar outros políticos do poder. E há protestos nas ruas, nos quais pessoas pedem o retorno da ditadura militar”.

Para o autor da reportagem, a única coisa que falta nessa história da política brasileira é uma moral.

Claro que se pode afirmar categoricamente – como fazem alguns manifestantes por esses dias – que todos os políticos suspeitos de corrupção deveriam ser varridos para fora. Mas aí não sobraria quase ninguém em Brasília.”

Dá pra concordar milhões de vezes? Dá sim! House of Cards é incrível – e bota incrível nisso! Mas a política brasileira, sinto dizer, dá de dez a zero em qualquer produção, infelizmente.