Para a nossa geração, um ‘relembrar’. Às novas, uma aula que não se esgota. Assim foi o desfile temático que encerrou as comemorações farroupilhas de 2018, em Venâncio Aires. A importância dos tropeiros e suas tropas para a identidade sul-rio-grandense foi um dos melhores temas, inclusive destacado pelo cachoeirense Adriano Alves Franco, que há 10 anos mora em Venâncio Aires.

E, realmente, pudemos perceber que desde o mês de agosto, a temática foi amplamente trabalhada, sendo motivo de seminário na 24ª Região Tradicionalista (24ª RT), e durante a Semana Farroupilha também foi evidenciado nas escolas, por prendas e peões.

HOMENAGEM
Neste 20 de setembro, os gaúchos homenagearam estes homens, que ao longo da história foram os responsáveis pela economia de diversos estados. Tudo que, atualmente, é transportado por nossos motoristas, em um passado não muito distante, era carregado no lombo de mulas e burros, cruzando fronteiras.

E, estes tropeiros que passavam longos períodos longe de suas famílias, foram os construtores de uma cultura que merece o reconhecimento e respeito de todos nós. Gastronomia, danças birivas, linguajar e exemplos de força, estão entre os legados deixados por eles, sem contar o fator econômico. Parabéns a todos que se dedicaram para que o desfile deste ano, mais uma vez, honrasse as nossas tradições.

E que venha 2019!

CURIOSIDADE
No fim de cada dia, os tropeiros acendiam o fogo, construíam uma tenda com os couros que serviam para cobrir a carga dos animais. Alguns eram reservados para colocar no chão, onde eles dormiam envoltos para se aquecer do frio.

Segundo a história, estes locais eram chamados de ‘encosto’ ou pouso em pasto aberto, e ‘rancho’ quando já havia um abrigo construído.
Ao longo do tempo, os principais pousos se transformaram em povoações e vilas, inclusive nos vales do Taquari e Rio Pardo.

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