Jogadores comemoram o primeiro gol, marcado pelo camisa 7 Vinícius, que acabou sendo expulso no segundo tempo (Foto: Daniel Heck)

O Guarani somou os primeiros três pontos na Divisão de Acesso de 2020. Neste sábado, 7, jogando no Estádio Edmundo Feix, em Venâncio Aires, a equipe do técnico Chicão fez 2 a 1 no Lajeadense, de virada, e comemorou com o seu torcedor

O time visitante saiu na frente, no primeiro tempo, com o camisa 10 Marquinhos escorando cruzamento para as redes do goleiro Gustavo. Em seguida, o Rubro-Negro empatou. Após cobrança de escanteio de Bartholdy, Vinícius cabeceou firme para colocar o 1 a 1 no placar.

A etapa final foi bastante tumultuada. Primeiro, o atacante Nicholas, do time de Lajeado, que já tinha cartão amarelo, fez falta dura e acabou sendo expulso. Depois, Índio, do Lajeadense, e Vinícius, do Guarani, se envolveram em confusão e receberam o cartão vermelho direto.

Eram dez contra nove, e o time da casa, empurrado especialmente pela Fiel Tribo Guarani, foi com tudo para cima. Jackson desperdiçou chance incrível, posicionado junto à trave e cabeceando para fora. O Lajeadense não ameaçou o goleiro Gustavo nos últimos 45 minutos.

Aos 38, Hugo fez jogada pela direita de ataque do Rubro-Negro e foi derrubado. O árbitro assinalou pênalti e um tumulto generalizado teve início. Jogadores do Alvi-Azul fecharam o cerco à arbitragem e, somente aos 43 minutos, Arisson, que começou a partida como lateral direito e terminou como ponta esquerda, bateu a penalidade sem chances para o goleiro Guilherme. Chute alto, forte, no ângulo esquerdo, decretando a vitória do Índio por 2 a 1.

O clube da Capital Nacional do Chimarrão volta a jogar na quarta-feira, 11, em Rio Grande, diante do São Paulo. No momento, o Guarani é o terceiro colocado do seu grupo. Para o próximo jogo, Chicão não poderá contar com o suspenso Vinícius. De acordo com ele, ainda não há definição sobre o substituto.

Indignados com a marcação do pênalti no fim do clássico, jogadores e integrantes da comissão técnica do Lajeadense cercaram a equipe de arbitragem, que precisou ser protegida pela Brigada Militar. O presidente do clube, Alexandre Sehben, disse, após o confronto, que “a prepotência e a arrogância da arbitragem” foram determinantes para um ambiente hostil no gramado, o que teve reflexos na atuação e derrota do Lajeadense.

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