(Foto: Arquivo)

Mais um momento histórico do Guarani foi a temporada de 2002. Como em 1997, novamente Mano Menezes foi a figura principal numa campanha de recuperação. De um iminente rebaixado e da lanterna isolada, o time engatou uma sequência de vitórias e empates; fechou o returno em primeiro e chegou à fase semifinal. Em jogo único, o time de Mano Menezes enfrentou o 15 de Campo Bom e a classificação veio somente na prorrogação.

Na final com o São Gabriel, empate no Edmundo Feix e vitória por 1 a 0 na Terra dos Marechais. O título veio após o gol de cabeça do zagueiro e capitão Luís Fernando. Se o Grêmio fez um DVD da Batalha dos Aflitos, com o próprio Mano no comando, o Guarani mereceria um filme estrelado em Hollywood!

Capitão Luís Fernando marcou gol do título em São Gabriel (Foto: Arquivo)

Título contestado

Durante a conquista cidade inteira se envolveu. Carreata, festa, capas de jornais em todo o Estado. O assunto permaneceu por vários dias, mas logo depois a Federação Gaúcha de Futebol e parte da imprensa da capital intitulam o rubro-negro como campeão da primeira fase do Campeonato Gaúcho, mencionando o Inter, que vinha de uma seca incrível sem títulos, como o campeão gaúcho após cinco jogos disputados.

Em 2002, as Federações de outros Estados reconheceram os times locais como campeões estaduais e mais tarde, com as entradas dos clubes maiores, aí sim surgiram os supercampeões. Apenas no Rio Grande do Sul o seu campeão, no caso o Guarani de Venâncio, ficou sem a menção. Mas para a comunidade local, o Índio é o verdadeiro campeão gaúcho de 2002.

“Foi através do Guarani que aprendi a amar e conhecer sobre futebol”

Marcos Silveira é torcedor raiz, vai ao estádio desde criança e, apesar de sua paixão pelo

Marcos Silveira, torcedor e conselheiro (Foto: Divulgação)

Grêmio, foi no Guarani que aprendeu a gostar de futebol. Ele diz que quando fala do rubro-negro se emociona. O time índio foi o seu primeiro clube, bem antes da dupla Gre-Nal. Cresceu vendo o pai ir aos jogos, sendo conselheiro do clube e indo com ele ao Edmundo Feix. Foi ali o primeiro lugar onde correu, foi gandula, entrou em campo com jogadores como Xuxa, Vovô, Eldor, Fábio Lermen e companhia. Foi através do Guarani que aprendeu amar e conhecer futebol.

Foi atrás do gol, na torcida Tribo Guarani, onde teve muitas alegrias no tempo de Cadu, Éder e Mano Menezes. Viu o Guarani erguer a taça do campeonato gaúcho, jogar a seletiva Sul-Minas e uma Copa do Brasil. Foi atrás do gol que também teve muitas tristezas, vendo o Guarani ser rebaixado e por um ano ter as portas fechadas.


 “Quero passar para os meus filhos esse orgulho de ser rubro-negro.”

Marcos Silveira – Torcedor e conselheiro


“No recomeço, numa Segundona, eu vi o quanto amava o Guarani. Me entristece ver crianças e adolescentes de hoje, torcendo para a dupla Gre-Nal e clubes europeus, sem saber das grandezas e feitos do time índio. Aceitei o desafio de ser conselheiro para colocar o Guarani no seu devido lugar, pela história desses 90 anos. Quero passar para os meus filhos esse orgulho de ser rubro-negro.”

Presidente Zecão, técnico Mano Menezes e diretor Flávio Bienert: ano marcante no Edmundo Feix (Foto: Arquivo)

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