Contratações aumentam nos primeiros meses, em virtude da safra nas indústrias de beneficiamento de tabaco (Foto: Divulgação/Alliance One)

O saldo de empregos de Venâncio Aires, entre janeiro e abril deste ano, foi de 3.549. O número é 21% menor, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a diferença entre contratações e demissões foi de 4.514 postos de emprego.

Apesar disso e das dificuldades econômicas vivenciadas nos últimos meses, por conta da pandemia do novo coronavírus, o município registrou um aumento no saldo de empregos formais, no acumulado do ano, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem.

A estatística vai na contramão dos números do país e do estado. O Rio Grande do Sul teve variação negativa de 2,11% no quadrimestre: foram 346.173 admissões e 399.295 desligamentos.

O resultado do Caged do primeiro quadrimestre evidencia uma característica história de Venâncio Aires nos primeiros meses do ano, por conta da safra na indústria de beneficiamento de tabaco, quando milhares de trabalhadores são contratados de forma temporária. De acordo com as informações, a Capital Nacional do Chimarrão admitiu 6.127 novos funcionários e demitiu 2.578 no quadrimestre.

Esta foi a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Resultado de abril

Além do acumulado do ano, os dados apresentados pelo Governo Federal especificam as contratações e demissões de abril. No mês passado, 1.093 pessoas foram admitidas e 770 desligadas do trabalho, em Venâncio Aires, o que gerou um saldo de 323. É o menor resultado desde 2016, quando o mesmo mês registrou saldo de 250 empregos.

Empregos no Brasil

  • Em todo o país, foram realizadas 4.999.981 admissões no primeiro quadrimestre de 2020.
  • O número de desligamentos foi de 5.763.213.
  • Com isso, o saldo de empregos no Brasil chegou foi de -763.232.
  • O número representa uma variação negativa de 1,97%.
  • Alagoas foi o estado com o pior saldo, uma variação negativa de 7,63%. O Rio Grande do Sul registrou uma redução de 2,11% nos postos de trabalho formal (-53.122 empregos).

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