Guarani, um clube de conquistas memoráveis ao longo de nove décadas, mantém a projeção de voltar à elite. (Foto: Divulgação)
Guarani, um clube de conquistas memoráveis ao longo de nove décadas, mantém a projeção de voltar à elite (Foto: Divulgação)

O parabéns desta quinta-feira, 3 de setembro, vai para o Esporte Clube Guarani, de Venâncio Aires, que completa 91 anos de fundação. Nestes 33.215 dias, a instituição tem uma trajetória de vitórias, conquistas, quedas e perdas, mas acima de tudo segue firme e forte e é o clube número 1 da Capital Nacional do Chimarrão.

Da fundação em setembro de 1929 aos dias atuais, quantas e quantas pessoas tem histórias a contar desde o campo de várzea com a doação da área pela família Feix aos primeiros times formados nas décadas de 1930, 40 e 50. Em 80 e 90 o clube deu um salto que saiu do amador e partiu para o profissional. Muitos empresários passaram pelo clube. Além destes, os mais diversos setores já deixaram sua parcela de contribuição.

“Tem quem veio de fora para jogar no clube e nunca mais saiu. É o caso do ex-prefeito Almedo Dettenborn que tem importante passagem como dirigente e atleta do Guarani. Poderia aqui passar horas e horas relatando e contando histórias. O Guarani é grande graças a nossa comunidade”, destaca o presidente Sérgio Batista.

“Atualmente o clube disputa a Divisão de Acesso e nos últimos anos por pouco não retornou à elite. Bateu na trave. O sonho continua e nos impulsiona.”

SÉRGIO BATISTA – Presidente do Guarani

Foram vários os presidentes do Guarani em momentos marcantes como Marcolino Coutinho, na época do título amador; José Melchior (Zecão), do título Gaúcho; Celso Artus quando o Guarani disputou a Copa do Brasil. A ele juntam-se os irmãos Airton Artus e Luiz Paulo Artus que sempre estiveram presentes na diretoria executiva e Deliberativa. Entre outros líderes constam Cláudio Schuh, Luiz Paulo Morsch, Odilo Wacholz, Nelson Kurz, Genésio Lehmen, Claudiomar da Silva, Romeu Siebeneichler, Flávio Bienert, Julio Batistti, Clacyr Marquetto, Maciel Marasca e em destaque o ex-presidente, conselheiro e patrocinador Luiz Paulo Assmann Jr.

“A lembrança se estende também a todos os diretores e vice-presidentes do clube como Gerson Campos, um incansável no amador juntamente com Elton Etges, Julio Sperb, Paulo Batistti, Hilário Breunig, o saudoso Delmar Doring”. Além destes tem ainda uma longa lista”, acrescenta Batista.

O presidente faz referências a outros importantes departamentos como Deliberativo, jurídico, contábil, financeiro e marketing. “São dezenas e dezenas de pessoas que já passaram pelo clube. Cada um com certeza escreveu no mínimo uma página dessa longa e vitoriosa história. Hoje o Guarani está de parabéns e os méritos são daqueles que algo de relevante fizeram para o clube”, finaliza o líder.

Passaram pelo Guarani

Entre os atletas formados no Guarani, constam Felipe Gedoz, atualmente no Nacional do Uruguai, Edenilson, hoje no Internacional, goleiro Fernando Kauffmann, que está no Vasco. Entre os que já encerraram carreira constam Baré, Eliomar, Bolívar, Endrigo, Luizinho Neto, sem contar outros que atualmente estão espalhados pelo Brasil.

Foram inúmeros os técnicos que passaram pelo profissional: Celso Freitas, Gilberto Machado, Eugênio Silva, Paulo Porto, Sergio Savian, Casemiro Mior, Mazaropi, Poletto, Gilmar Iser, Gelson Conte, Gasperin, Mano Menezes, Chicão, Leocir Dall’Astra, entre outros.

Cabe a justa homenagem ao ex-jogador e ex-diretor de futebol do Guarani, Éder Silva. Em 2019, aos 36 anos, foi brutalmente assassinado, em Mato Leitão. O sonho de Éder era ver novamente o Edmundo Feix lotado de torcedores.

Momento inesquecível 1

A conquista do título amador de 1988 contra a Associação Sapiranga, no Florestal, em Lajeado, foi a mola propulsora da criação de uma torcida que se apaixonou de vez. Aquele grupo de jogadores mudou a história do clube definitivamente, levando ao caminho do profissionalismo pouco tempo depois. Foi o salto maior para transformar definitivamente o Guarani em uma marca Estadual e Nacional.

Momento inesquecível 2

No dia 12 de maio de 2002, na cidade de São Gabriel, o Guarani entrou em campo precisando vencer os donos da casa (no Edmundo Feix, empate sem gols) para colocar mais uma estrela na camisa e se classificar para Seletiva Sul-Minas e Copa do Brasil. A torcida foi à São Gabriel. Outra boa parte acompanhou o jogo no telão instalado no ginásio do Colégio Aparecida e ligou o rádio para acompanhar o Rubro-Negro naquele momento especial. Aos 20 minutos do segundo tempo, em cruzamento da direita, o zagueiro Luís Fernando cabeceou para as redes. A festa tomou a cidade e varreu a madrugada com o retorno do time acompanhado pelo torcedor.

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