Guarani chegou rápido à primeira divisão ao empatar com o Inter-SM, no Edmundo Feix, por 1 x 1 (Foto: Arquivo/Divulgação)

Ao vencer o Campeonato Amador de 1988, o clube deu um passo importante para o crescimento no cenário estadual e nacional. Em 1989, na sua primeira participação no futebol profissional, foi terceiro colocado do Campeonato Gauchão da Segunda Divisão, a popular Segundona.

No ano seguinte, o vice-campeonato da Série B de 1990 ascendeu o clube da capital do chimarrão à elite do Rio Grande do Sul. Naquele ano, o clube deixava o amadorismo de lado e buscava atletas de renome regional e estadual como o veterano Bolívar, pai do ex-zagueiro colorado, centroavante Omar, Toninho Ferreto que se somaram a pratas da casa como Eldor, Vovô, Carlos, goleiro Gilmar, entre outros.

Venâncio-airense Eldor se manteve titular do grande time de 1991 no Gauchão (Foto: Arquivo/Divulgação)
Em 1990, a vaga na primeira divisão veio após um empate por 1 a 1 contra o Inter de Santa Maria, no Edmundo Feix. O gol foi do zagueiro Bolívar e a festa foi completa em Venâncio Aires (Foto: Arquivo/Divulgação)

Quem é este Guarani?

Na sua primeira passagem no Gauchão de 1991, o Índio enfrentou Inter, Grêmio, Caxias, Juventude, Brasil de Pelotas, Lajeadense em jogos equilibrados. Com o zagueiro/artilheiro Gilmar Iser liderando a defesa, Alvinho e Edmilson os donos do meio campo e os matadores Claudinho e Jorjão na frente, o Índio de Venâncio chegou à impressionante invencibilidade de 19 jogos. Somou 28 pontos e se igualou ao Inter na liderança.

Venceu o próprio Colorado no Edmundo Feix e empatou com o Grêmio num Olímpico lotado para ver o retorno de Renato Portaluppi. Os jornais da capital gaúcha noticiavam e os colunistas opinavam. “Quem é este Guarani, como conseguiu a façanha de encarar em igualdade de forças todos os que disputam o Gauchão”.

Com pouca experiência, na segunda fase o elenco não conseguiu manter o ritmo e acabou sendo eliminado antes da disputa das semifinais. Como prêmio, teve dois profissionais na seleção gaúcha. O Técnico Cacau e o zagueiro Gilmar Iser.

“Esse time era só alegria”

Atual técnico do Novo Hamburgo e zagueiro do Guarani em 1991, Gilmar Iser foi artilheiro do Guarani em 1991 e eleito um dos melhores defensores da competição. Naquela temporada, anotou 11 gols, muitos deles de cabeça e decisivos para as vitórias do Índio. “Era bom este time. Foram 19 jogos invictos no Gauchão e fui goleador da temporada. Só alegria, obrigado, Guarani, por tudo que me proporcionou”.

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