Dia 'D' para a Divisão de Acesso será a reunião prevista para o dia 14. (Foto: Roni Müller)

Depois de mais um capítulo, segue a novela Divisão de Acesso. Durante reunião na tarde de terça-feira, 11, os presidentes dos clubes participantes e a equipe diretiva da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) não chegaram a um consenso sobre o futuro da competição estadual. Clubes até então acenavam pela continuidade da Série A2 mas no decorrer do encontro, opiniões já ‘mudaram de lado’. Não se descarta o cancelamento da Divisão de Acesso depois de algumas decisões oficializadas no encontro virtual.

Depois de ficarem cientes de todas as exigências conforme protocolos e sem uma ajuda extra além dos R$ 40 mil já oficializados por parte da FGF, clubes ficam estagnados e sem de onde tentar uma renda extra para as futuras despesas com a retomada da Divisão de Acesso.

Com um olhar mais superficial, o presidente do Esporte Clube Guarani, Sérgio Batista, relata que todos os clubes querem a retomada da Divisão de Acesso mas para isso é necessário uma ajuda considerável por parte da entidade maior do Estado. Também está atribuída a questão das bandeiras em todas as regiões. “É necessário também um equilíbrio na questão das bandeiras dos municípios envolvidos com a Divisão de Acesso. Competição poderia ser retomada, ao invés de setembro, como era a idéia inicial, passar para outubro em diante. Ninguém tem bola de cristal também para projetar se haverá uma melhora dentro de 60 dias”, cita o líder.

Levantamento realizado aponta que oito entre as 15 Prefeituras não autorizam num primeiro momento a liberação dos estádios para treinos e jogos.

Quanto ao protocolo, Batista avalia que para cumprir com tudo que é exigido, os custos passam a ser ainda mais elevados. “Começa pelo transporte. Num ônibus, por exemplo, é exigido uma pessoa a cada dois bancos. Isso faz com que o clube tenha que contratar um ônibus de dois andares para o deslocamento. Ônibus assim o custo é bem maior para o transporte de uma delegação. Nos hotéis é permitido um atleta por quarto. Teve situações que o Guarani por exemplo acomodava dois, três e até quatro pessoas em um mesmo quarto. Tudo em cima de menores custos. Como garantir a alimentação se restaurantes não aceitam excursões. Restaurantes hoje tem número limite de atendimento. Dificuldades como estas exigem uma avaliação de todos nós se é possível retomar a Divisão de Acesso ou não”, disse Batista.

Clubes aguardam agora pelos trâmites legais de um documento assinado e enviado para a FGF. O ‘manifesto’ irá determinar o destino da Divisão de Acesso. “Estava na torcida pela retomada mas diante do que a entidade relata que não tem um valor extra para auxiliar os clubes, estamos bem próximos pelo cancelamento”, finaliza Sérgio Batista.

Uma nova reunião virtual está programada para as 15h desta sexta-feira, 14. Tendência que seja a última pois o entendimento e as tratativas pelo cancelamento da competição avançaram após a reunião de terça-feira.

Federação tem R$ 40 mil a repassar para os clubes. Com esse valor tendência é que os mesmos encaminhem as rescisões de contratos com os atletas.

Caso o futebol volte, os clubes terão sérias dificuldades financeiras devido a queda de receitas e a falta do torcedor nos estádios.

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