Wellington Walker esteve em campo no último compromisso oficial do clube. Anos depois assume o comando com o propósito de reativar a comunidade. (Foto: Roni Müller)

Mesmo em uma época de recesso e principalmente de readequação, o Ouro Verde, de Olavo Bilac, agremiação tradicional de futebol de Venâncio Aires, está tratando de se reerguer. Em fevereiro deste ano, Wellington Walker, aos 24 anos, assumiu a presidência do clube. Como todo qualquer jovem, o líder está com inúmeras ideias e a principal delas neste desafio é reativar a instituição.

Wellington, também conhecido como Camelo ou então Bilac, conta que o desejo de liderar a presidência e a partir disso reativar o Ouro Verde, parte inicialmente por ter suas origens na comunidade. “Clube tem seu gramado, é cercado, tem vestiários com acesso direto ao campo, ginásio, área de estacionamento, conta com amplo espaço para abrigar o torcedor, ou seja, tem praticamente tudo, porém, está inativo. Assumimos com o propósito de movimentar o futebol na comunidade”, destaca Walker que disputa por outras equipes algumas competições locais e pela região.

Para colocar o projeto em ação, Walker se cercou de pessoas da própria comunidade buscando o apoio para trabalhar em prol do clube. “Normalmente a gente vê uma composição de diretoria começando pela pessoa mais velha agregando juventude justamente para adquirir experiência. Nesta gestão é bem o contrário. Parte do mais novo mas sempre atento às orientações dos mais experientes”, enfatiza.

Em meio a pandemia, Walker declara que de momento as primeiras ações serão na questão estrutural. “Primeiro o matagal tomou conta do gramado. Na base da ‘união faz a força’, reunimos uma galera e realizamos uma limpeza. Agora pretendemos trocar o alambrado. Temos 120 metros de tela que foram doados pela Assespe, de Grão-Pará. De um lado do gramado é necessária a troca de uma boa parte dos postes. Será necessário agora reunir o material, convocar membros da comunidade para os serviços gerais e colocar em ação a troca de uma lateral e ao fundo de uma das goleiras”, projeta.

Walker conta que a pandemia impediu a realização de algumas ações. “Uma delas foi a festividade esportiva em torno dos 50 anos do clube. Tínhamos uma festa programada para 24 de maio. Parte do lucro pretendíamos ‘injetar’ para pintura e demais reformas necessárias”, disse. O clube elaborou uma rifa e parte do valor arrecadado foi investido na aquisição de um fardamento para a categoria aspirantes. “Agora vamos em busca ainda da ‘vestimenta zero bala’ para a categoria titular”, revela.

Lembrança

Wellington estava em campo quando o Ouro Verde teve em sua praça esportiva o último compromisso oficial por um campeonato.

“Foi na A Liga. Logo na primeira edição chegamos na decisão. Final foi nos dois primeiros fins de semana de janeiro de 2017. A área coberta atrás da goleira estava tomada pelos torcedores. Tivemos aqui na comunidade a presença de um grande público”, recorda. “Pretendemos justamente ter isso, o envolvimento da comunidade com o futebol. Parte por aí a intenção de reativar o Ouro Verde”, reforça.

Walker comenta que diante da pandemia e sem futebol, resta trabalhar para deixar o clube em condições para uma futura participação em campeonato. “Se não for possível em 2020, ao menos em 2021 o futebol irá retornar na nossa comunidade. Pretendo realizar uma gestão séria e transparente e se for da vontade dos associados, pretendo trabalhar por gestões futuras pois faz parte do cronograma ter o Ouro Verde de volta às atividades”, completa.

O Ouro Verde ‘nasceu’ em 17 de fevereiro de 1970. Entre os fundadores está Elemar Walker, avô de Wellington.

6km – é a distância do estádio Ouro Verde em relação a Igreja Matriz, na Travessa São Sebastião Mártir.

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