Novo comando da Câmara de Vereadores de Venâncio Aires será definido em escolha na última sessão do ano (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

Esquentou a eleição para sucessão no comando da Câmara de Vereadores de Venâncio Aires. Paulo Mathias Ferreira, presidente recém-eleito do MDB, confirmou ontem que o partido fechou questão em relação ao cargo para 2020 e está oferecendo o nome da vereadora Helena da Rosa. “A legenda vem sendo fiel à Administração há três anos e merece o reconhecimento. Como a vereadora Izaura Landim já foi presidente e o vereador André Puthin está no primeiro mandato, sugerimos a Helena, que está no segundo mandato e ainda não foi presidente. Está na vez do MDB”, disse o presidente da sigla.

De acordo com Ferreira, os integrantes do MDB se reuniram depois que o PTB revelou o interesse de eleger Arnildo Camara presidente. Vereador eleito, Camara está de malas prontas para a Casa do Povo, após quase três anos como secretário de Habitação e Desenvolvimento Social. “O que houve foi que colocaram que o Arnildo (Camara) seria o provável candidato. Daí fizemos uma reunião e o partido entendeu que temos que ter a presidência. Então vamos iniciar as negociações e ver o que vão dizer”, afirmou, lembrando que PTB, PSB e Progressistas já tiveram oportunidade de comandar o Legislativo.

DIÁLOGO

O prefeito Giovane Wickert (PSB) admitiu que o presidente do MDB, Paulo Mathias Ferreira, “já falou, sim, sobre este assunto”, e que também sabe do interesse de Arnildo Camara em comandar o Legislativo. Ele acredita, no entanto, que o diálogo entre os integrantes do governo pode levar a um consenso. “Temos que conversar, pois o último ano era do PSD, com o vereador Zé da Rosa. Como ele não manifestou interesse, surgiu o nome do vereador Adelânio (Ruppenthal, do PSB). Falamos com os dois e eles acharam uma boa o nome do Arnildo. Agora temos a indicação da Helena pelo MDB”, comentou.

Wickert garantiu que “ficaria tranquilo tanto com o Arnildo quanto com a Helena, pois são pessoas pelas quais tenho apreço e ambos têm muitos serviços prestados à comunidade”. Falou também que “nada será feito às escondidas” e que “é preciso saber até que ponto um ou outro está comprometido com os postulantes ao cargo”. Ele disse que “gostaria que a base chegasse à eleição com um grau de unidade”, ressaltando que uma eventual derrota do governo na escolha da Mesa Diretora poderia ter reflexos no Executivo.


“Não queremos brigar, mas ajudamos a eleger o prefeito e mantivemos fidelidade nestes quase três anos, por isso entendemos que temos o direito a um ano na presidência da Câmara. Se o MDB tiver que ganhar a oposição, aí é certo que sai do governo.”

PAULO MATHIAS FERREIRA – Presidente do MDB de Venâncio Aires


Krämer: “Oficialmente, não há nada”

Presidente do PTB, o vice-prefeito Celso Krämer disse ontem que os nomes de Arnildo Camara e de Helena da Rosa realmente têm sido alvo de sondagens, mas que, “oficialmente, não há nada”. Para ele, é muito cedo para tratar da presidência da Mesa Diretora da Câmara. “É só especulação, muita conversa fiada. Presidente todo mundo quer ser, mas tem que ver como está o tabuleiro”, declarou, acrescentando que pretende se reunir com o presidente do MDB, Paulo Mathias Ferreira, para ter a palavra oficial dele.

De acordo com Krämer, “eleição da Câmara não é uma coisa para chegar de sola, precisamos ter os contatos e cada um fazer a sua parte política”. O presidente petebista afirmou também que “o Paulo chegou faz pouco tempo ao comando do MDB e tem que ver se o partido está de acordo com o que ele pensa, pois há integrantes da diretoria dele no governo”.

A manifestação foi clara em relação ao espaço ocupado pelo MDB na Administração: são três secretarias – Educação, com Joice Battisti Gassen; Administração, com Loreti Scheibler; e Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, com Nilson Lehmen -, além de uma série de outros cargos em comissão (CCs), inclusive indicações de Helena da Rosa e Izaura Landim. “Vão concordar?”, indagou o vice-prefeito, para em seguida completar que “cada presidente deve buscar o melhor para o seu partido e eu, como presidente do PTB, preciso cuidar da minha gente”.

O QUE DISSERAM 

• “Nossa bancada certamente vai para a formação de uma chapa alternativa, assim como fizemos no ano passado. Estamos abertos pra conversar.”

Sid Ferreira, líder de bancada do PDT na Câmara

• “Se ela sair do governo e apoiar a ideia de um Legislativo independente, terá o meu apoio.”

Nelsoir Battisti, líder de bancada do PSD na Câmara

• “A eleição ainda está longe e precisamos ver isso com calma.”

Helena da Rosa, nome do MDB para a presidência da Câmara

• “Se a Helena vier pedir apoio e o MDB estiver junto, pode contar comigo. Mas, se tiver o pessoal da oposição, prefiro apoiar uma chapa alternativa.”

Ciro Fernandes, líder de bancada do PSC na Câmara

OS CENÁRIOS 

  • MDB com o governo

Prováveis dez votos: Helena da Rosa (MDB), André Puthin (MDB), Izaura Landim (MDB), Gilberto dos Santos (PTB), Ezequiel Stahl (PTB), Arnildo Camara ou Clécio Espíndola, o Galo (PTB), Sandra Wagner (PSB), Adelânio Ruppenthal (PSB), Eduardo Kappel (PL) e Zé da Rosa (PSD).

Possibilidade: André Puthin (MDB) também pode manter posição com o movimento Legislativo Independente, como fez no ano passado. Além disso, Ana Cláudia do Amaral Teixeira (PDT), Tiago Quintana (PDT), Sid Ferreira (PDT), Ciro Fernandes (PSC) e Nelsoir Battisti (PDT) podem votar a favor da chapa, por consideração a Helena, ou apresentarem chapa alternativa.

  • MDB com a oposição

Prováveis oito votos: Helena da Rosa (MDB), Izaura Landim (MDB), André Puthin (MDB), Ana Cláudia do Amaral Teixeira (PDT), Tiago Quintana (PDT), Sid Ferreira (PDT), Ciro Fernandes (PSC) e Nelsoir Battisti (PSD).

Contrários (sete votos): Gilberto dos Santos (PTB), Ezequiel Stahl (PTB), Arnildo Camara ou Clécio Espíndola, o Galo (PTB), Sandra Wagner (PSB), Adelânio Ruppenthal (PSB), Eduardo Kappel (PL) e Zé da Rosa (PSD).

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