Como as escolas de Venâncio Aires se organizaram para o retorno

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Por Débora Kist, Luana Schweikart e Taiane Kussler

Emeis amanhã, Emefs e estaduais na próxima semana, particulares hoje. Cada uma conforme a condição e o tempo para organização, as escolas de todas as redes de ensino de Venâncio Aires voltam a receber alunos. E assim seguirá, pelo menos, até 10 de maio, quando valem as regras do decreto que colocou o Estado em bandeira vermelha e autorizou a retomada das aulas presenciais.

Na rede municipal, a Educação Infantil (Emeis) reabrem oficialmente nesta quinta, 29. Com cerca de 1,8 mil crianças para atender, o formato segue o mesmo do início do ano: escalonado por semana, com metade na escola e a outra parte em casa, com aulas on-line. Na semana seguinte, ocorre o contrário. As equipes diretivas irão informar os pais sobre as datas de cada grupo.

Quanto às Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), o retorno de cerca de 3,6 alunos, do 1º ao 9º anos, ocorre dia 6 de maio, na próxima quinta-feira. Segundo o secretário de Educação, Émerson Eloi Henrique, cada escola volta conforme a capacidade em obedecer a totalidade permitida no distanciamento na sala de aula e no transporte escolar.

“As equipes diretivas irão informar quais escolas terão o atendimento 100% presencial e quais adotarão o híbrido. Ainda nesta sexta-feira, haverá reunião com o Comitê Covid para orientações dos protocolos nas escolas, especialmente de Ensino Fundamental, que não experimentaram esse retorno. A preocupação é com uma volta segura para todos”.

Luiza estava com saudades das aulas e das professoras do Casva (Foto: Divulgação)

Retorno

A mãe Joice Fernanda Kroth, 32 anos, levou o filho Miguel, 4 anos, para voltar às aulas na manhã de hoje, na turma do pré A do Centro de Assistência Social de Venâncio Aires (Casva). A supervisora administrativa relatou que o filho estava ansioso, mas que ela sempre teve o cuidado de não criar muita expectativa, devido à incerteza.

Miguel retornou para a escola Casva na manhã de hoje (Foto: Divulgação)

Na manhã de hoje, quando recebeu a notícia de que iria para escola, Joice contou que Miguel nem ‘brigou’ para acordar. Ela destacou que a escola sempre prestou suporte com atividades para serem feitas em casa, mas reconhece que na escola tudo é diferente. “Ele está aprendendo as letras e números, então o convívio trará um desenvolvimento bem melhor. Na escola todos os cuidados são tomados. Se a criança não estivesse aqui, estaria na casa de outra pessoa, então penso que na escola é mais seguro”, afirmou.

Outra mãe que levou a filha para o Casva é Leila da Silva, 29 anos. A filha de 3 anos, Luiza, está no nível III. Leila afirmou que a filha gostava das sugestões de atividades que as professoras mandavam, mas que todas as vezes que via a mochila pedia pelas aulas e pelas professoras. “Ela queria muito voltar”, comentou. Leila explica que, no momento, a filha está na fase do ‘faz de conta’, de perceber as coisas, ouvir histórias e de muitas brincadeiras, então o contato com os colegas e professoras é fundamental e melhora o desenvolvimento.

A autorização para a retomada das aulas presenciais não obriga as crianças a frequentarem a escola. A decisão cabe aos pais e, se a opção for essa, basta seguir com as atividades em casa.

Particulares

A maioria das escolas da rede privada de Venâncio Aires, entre Educação Infantil e Educação Básica, já voltou. Na prática, elas retomaram o atendimento que tinham iniciado na segunda, 26, e precisaram interromper no dia seguinte, depois do imbróglio entre Estado e Judiciário.

No Colégio Bom Jesus, a diretora Inês Schwertner informou que, a partir de amanhã, a Educação Infantil, 1º, 2º, 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, além do 3º ano do Ensino Médio, terão aulas presenciais, de forma ininterrupta. Já 6º, 7º, 8º e 9º anos do Fundamental e os 1º e 2º anos do Ensino Médio, voltam na sexta, 30, com ensino híbrido (turmas intercaladas semanalmente).

O Colégio Coopeva/Oliveira Castilhos informou que a partir de amanhã todas as séries e modalidades retornam à escola, com aulas presenciais. Conforme o diretor pedagógico Jair Paulo Freitag, a escola conta com um espaço amplo para atender os alunos com segurança e tranquilidade.

Já no Gaspar Silveira Martins, Educação Infantil e os 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental terão aulas presenciais sem necessidade de escalonamento a partir de amanhã. Do 4º ano do Fundamental ao Ensino Médio, o formato será híbrido, com divisão de grupos. As informações são da diretora Alana Roos.

Outros

  • Apae – A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Venâncio Aires não confirmou uma data de retorno das atividades presenciais. Segundo a diretora, Grazieli Winkelmann, ainda não houve uma orientação por parte da Federação das Apaes, que mantém as instituições. “Como são alunos especiais e são considerados grupos de risco, a Federação ainda está analisando e vendo as possibilidade para o retorno.”
  • IFSul – O Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) de Venâncio Aires seguirá com aulas não presenciais até o dia 18 de junho. É nesta data que está previsto o término do ano letivo 2020. O que está indefinido é o formato do período letivo 2021, que começa em julho.
  • Universidades – A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) informou que ainda espera por decretos municipais. Em paralelo, já trabalha em calendários para realizar a recuperação das atividades práticas que foram suspensas. Não há uma previsão, mas o COE institucional está analisando. A Univates também ainda não definiu sobre como será o retorno.

Estado retornará em três datas diferentes

As escolas estaduais voltam a abrir a partir da próxima semana, mas as aulas seguirão o formato híbrido, com turmas divididas por semana.

Segundo o coordenador da 6ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Luiz Ricardo Pinho de Moura, no dia 3 de maio, segunda-feira, retornam os anos iniciais (1º ao 5º) do Ensino Fundamental. Dia 6, quinta-feira, volta parte dos alunos dos anos finais (6º a 9º). Já a partir do dia 10 de maio, será a vez do Ensino Médio e EJA.

O cronograma foi estabelecido hoje, após reuniões entre a CRE com diretores de escolas e a Secretaria Estadual de Educação.

Tudo igual

A volta da bandeira vermelha não significa que outras atividades foram liberadas ou flexibilizadas. Segundo a fiscal de Posturas e coordenadora técnica da Secretaria da Fazenda de Venâncio Aires, Daniele Mohr, continua tudo igual, porque a cogestão, que permite a adoção de regras de bandeira mais branda, está suspensa. “Nós já tínhamos regras da vermelha porque havia cogestão durante a bandeira preta. Mas, como isso está suspenso, por enquanto não muda nada”, explicou.

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