(Foto: Pixabay/Divulgação)

Nos últimos dias, desde o momento que se acorda até quando se vai dormir, a palavra que mais se ouve ou lê é coronavírus. O sentimento de medo e ansiedade com as consequências que o novo vírus pode causar aliado à preocupação sobre ter o que fazer durante a quarentena, têm ocasionado reflexos emocionais em muitas pessoas.

A psicóloga e especialista em terapia sistêmica individual, casal e família, Bruna Pereira, explica que é importante avaliar quais informações são realmente necessárias serem consumidas. “Evite excessos ou informações que possam lhe deixar mais preocupado”, comenta. Para ela, é importante que se desenvolva o hábito de conversar com as pessoas sobre outros assuntos, ler livros e assistir a filmes e séries para que se consiga manter um equilíbrio e relaxar com assuntos mais prazerosos.

Bruna reforça a importância das pessoas desenvolverem o hábito de conversar sobres outros assuntos (Foto: Divulgação)

De acordo com a profissional, quem já sofre com alguma doença mental, como a ansiedade ou depressão, situações comuns do dia a dia são mais difíceis de lidar. “Por isso, nesse momento é importante reconhecer os pensamentos que possam estar lhe fazendo mal e as emoções que surgem e aceitá-las. Tentar identificar o que você pode controlar (seguir as orientações e medidas e prevenção) das que não pode”, explica.

PREOCUPAÇÃO

Bruna ainda observa que é natural que as pessoas fiquem preocupadas com tudo que vem acontecendo. No entanto, salienta a necessidade de que se tente tomar todas as medidas possíveis para manter a saúde mental em dia. Nesse sentido, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, reforça que “enquanto a vida das pessoas é perturbada, isolada e revirada, devemos impedir que essa pandemia se transforme em uma crise de saúde mental.”

A psicóloga pondera que quando se está ansioso ou nervoso o nível de cortisol aumenta, causando um desgaste para o organismo e enfraquecendo o sistema imunológico. “Também é fundamental que as pessoas que fazem algum tipo de tratamento, tanto medicamentoso como psicológico, sigam as recomendações do profissional que lhe acompanha. Muitos profissionais estão realizando atendimentos on-line nesse momento, se for necessário contate alguém capacitado que possa lhe auxiliar”, ressalta.

DICAS

  1. Procure ter informações que sejam de fontes confiáveis. Atualmente o número de fake news (notícias falsas) que circula pelas redes sociais é enorme.
  2. Tente avaliar quais informações você realmente precisa saber, evite excessos ou informações que possam lhe deixar mais preocupado.
  3.  Mantenha sua saúde física em dia, existem exercícios que podem ser feitos em casa sem que você tenha que sair. Você pode encontrar exercícios no YouTube.
  4.  Cuide da alimentação, coma frutas e verduras e nunca esqueça de se manter hidratado.
  5.  Faça exercícios de respiração e relaxamento. Também existem aplicativos e vídeos de meditação guiada que podem auxiliar nesse momento.
  6. Se em algum momento o medo for maior, pense em outras situações difíceis que já superou antes.
  7.  Com as crianças tente deixar elas cientes do que está acontecendo, use a imaginação e faça isso de forma lúdica. Eles percebem quando os adultos a sua volta estarão estressados e acabam reproduzindo esse comportamento, auxilie eles a identificar suas emoções.
  8.  Com os idosos, o nosso grupo de risco nesse momento, tenha paciência, lhes de informações simples sobre prevenção e do que vem acontecendo. Repita, quantas vezes for necessário, com calma e respeito.

*Colaborou Taís Fortes 

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