novo modelo de empreendedorismo foi desenvolvido pelos irmãos Leandro e Leonardo Castelo, ambos empresários há mais de 12 anos no ramo
Novo modelo de empreendedorismo foi desenvolvido pelos irmãos Leandro e Leonardo Castelo, ambos empresários há mais de 12 anos no ramo (Foto: Divulgação)

Em meio à crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus, dois empresários lançaram uma nova forma de franquia para dar conta das demandas em um cenário pandêmico. A franquia Ecoville possui alguns modelos de negócios, dentre eles o formato home office. O foco desta franquia é a venda de material de limpeza, uma das mais baratas do mercado.

Esse novo modelo de empreendedorismo foi desenvolvido pelos irmãos Leandro e Leonardo Castelo, ambos empresários há mais de 12 anos no ramo. Os irmãos já possuem 320 unidades franqueadas espalhadas por todo o país e dão uma verdadeira aula de como ser um empreendedor de sucesso. Assim que a pandemia chegou no Brasil, os empresários lançaram uma estratégia condizente com o novo cenário.

“Fomos rápidos em entender que o desemprego iria crescer de forma bem rápida por conta da pandemia, tudo com base no que estava sendo projetado por economistas do mundo todo. Ao percebemos que o cenário poderia ser ruim para os negócios, nos concentramos em criar um modelo onde o franqueado pudesse investir menos e conseguir obter uma boa margem de lucro em 2020 e nos próximos anos”, explica Leonardo.

Mudanças na rede de franquia

A rede de franquia localizada em Joinville, Santa Catarina é responsável por produzir 180 categorias de produtos de limpeza e fornecer os produtos para as redes franqueadas. Um pouco antes da crise sanitária estourar no Brasil, os irmãos Castelo ofereciam apenas dois modelos de franquia. O primeiro formato de franquia conta com uma loja, um ponto de varejo e a compra de um veículo utilitário, tudo no valor de R$ 180 mil. Já no segundo modelo, considerado microfranquia, o franqueado adquire uma loja móvel para realizar vendas de porta em porta, custando R$ 89 mil.

No novo modelo criado após os primeiros indícios de pandemia no Brasil, o franqueado pode adquirir os produtos da empresa e fazer o estoque em casa, vender os produtos no modelo home office com postagens nas redes sociais e fazer a entrega do produto com o veículo próprio. O novo modelo chamado de “express” é mais flexível e barato, custando R$ 39,9 mil para a aquisição do estoque inicial.

Atualmente, a rede de franquia possui 20 unidades em implantação no modelo “express”, além de outras 40 unidades que estão em processo de implantação nos modelos de franquia mais caro.

Empresas estão revendo modelos de negócios durante a pandemia

Fortemente afetados pela pandemia de coronavírus, muitos empreendedores passaram a repensar o modelo de negócios para não fecharem as portas. Após quatro meses de crise sanitária no país, o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) realizou uma pesquisa qualitativa com MEIs (microempreendedores individuais) e com donos de micro e pequenas empresas em 18 estados brasileiros. A pesquisa identificou que novos modelos de negócios surgiram com força durante a crise e estão dando sinais claros que vieram para ficar.

O levantamento feito pelo Sebrae aponta que a nova postura do consumidor vem refletindo diretamente em novos modelos de negócios ao longo dos meses de pandemia. Neste novo modelo de gestão, as compras online estão entre as tendências que mais permanecerão fortes no pós-pandemia. Na 1ª e 2ª fase da Pesquisa Qualitativa: “Pequenos Negócios e o Enfrentamento da Crise do Coronavírus”, realizadas entre os meses de abril e junho de 2020, foram ouvidos empresários envolvidos em 11 segmentos, dentre eles o varejo, moda, alimentação e turismo.

O levantamento aponta que houve uma maior digitalização dos negócios. No segmento de moda, por exemplo, a transformação possibilitou um modelo híbrido mais intenso, com o fortalecimento dos profissionais de moda em canais digitais online. O mesmo vem acontecendo com o segmento de alimentos e outros setores, que enxergaram nas vendas online o caminho para driblar a crise econômica. No ramo de turismo, o foco está no turismo local e regional, com um novo cenário de medidas estabelecidas para o turismo ao ar livre e hospedagens em hotéis.

Um bom exemplo das mudanças no segmento de turismo foi dado pela empresa Sou + Carioca, que vem se preparando para voltar a funcionar com força total no final deste ano. Segundo Gabriela Palma, uma das sócias da empresa, toda a equipe está passando por um treinamento virtual enquanto as medidas de isolamento social persistem. A empresária destaca que as iniciativas que estão sendo adotadas durante a pandemia poderão ser mantidas no pós-pandemia. Uma dessas novidades é o passeio virtual QuarenTour Colaborativo, que possibilita as pessoas conhecerem locais do país.

Desde o mês de abril deste ano, a empresa já conseguiu realizar mais de 5 mil passeios virtuais em grupos. Durante o passeio agendado, os participantes podem colaborar com valores entre R$ 10 e R$ 20 e manter o turismo vivo em dias de quarentena.

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