As receitas consideradas milagrosas, capazes de curar ou de prevenir doenças, sempre estiveram presentes no cotidiano dos brasileiros.
(Foto: Pexels/Divulgação)

*Por Lincoln Guilherme Copceski

As receitas consideradas milagrosas, capazes de curar ou de prevenir doenças, sempre estiveram presentes no cotidiano dos brasileiros. Antes, elas estavam nas sabedorias populares, passadas tradicionalmente de geração para geração. No entanto, nem todas essas fórmulas têm comprovação científica e algumas podem até trazer perigos para o organismo.

A internet ampliou a divulgação dessas receitas duvidosas. Hoje em dia, qualquer um pode utilizar as redes sociais e espalhar a sua solução “milagrosa”, e rapidamente essa mensagem atingirá milhares de pessoas. Por isso, é preciso ficar mais atento do que nunca para esses perigos e buscar informações confiáveis, baseadas nas ciências.

Em tempos de pandemia, isso se torna ainda mais perigoso. Logo que a Covid-19 chegou ao Brasil, no fim de março, as buscas por “remédio para imunidade” na internet tiveram um salto espantoso. De acordo com números do portal GUIA55, a quantidade de pesquisas pelos supostos remédios teve um aumento de mais de 16 vezes em relação ao início do ano. Essas buscas podem atrair olhares de golpistas, que se aproveitam da situação de vulnerabilidade para tentar vender suas soluções sem nenhuma efetividade.

Em situação parecida, várias notícias falsas indicam algumas fórmulas caseiras para melhorar a imunidade ou até mesmo para prevenir especificamente o coronavírus. Mesmo que algumas delas sejam feitas com ingredientes naturais, como frutas e verduras, a propagação dessas informações pode se tornar extremamente perigosa, na medida em que aumenta a sensação de segurança da população, o que pode acabar causando relaxamento nos cuidados reais contra a doença.

Outro tipo de anúncio que é muito divulgado na internet são os comprimidos contendo vitaminas. Apesar de não serem nocivos como outros tipos de remédio, o consumo desse tipo de produto deve ser recomendado por um médico ou por um nutricionista, pois nem sempre as vitaminas têm efeitos positivos no corpo.

No caso de a pessoa não possuir deficiências em determinado nutriente, e ingerir uma grande quantidade através de um remédio, algumas doenças podem se desenvolver. Em excesso, a vitamina C pode ocasionar problemas nos rins e a vitamina D pode causar arritmia cardíaca.

Também é possível encontrar vários anúncios de remédios para emagrecimento fácil na internet. Esses estão entre os mais perigosos, já que geralmente são medicamentos proibidos no Brasil por serem compostos por fórmulas nocivas à saúde.

A não confiabilidade das informações encontradas nos espaços virtuais é uma das maiores preocupações da comunidade médica mundial. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde chegou a emitir um alerta sobre a “infodemia”, pois algumas notícias falsas já chegaram até a matar- caso dos mais de 300 iranianos que morreram ao ingerir produtos tóxicos em busca da imunização contra a Covid-19. Por isso, mais do que nunca, aprender a reconhecer uma fake news se tornou uma forma de cuidar da saúde.

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