Beira Rio: novo modelo de produção focado na terceirização de serviços

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Responsável por 61,53% do Valor Adicionado Fiscal (VAF) de Mato Leitão, a Calçados Beira Rio, maior empresa do município, retomou as atividades na Cidade das Orquídeas em abril de 2021, um ano após a sede da indústria ter sido atingida por incêndio de grandes proporções.

Quando a nova planta fabril foi inaugurada, a produção do local era de 8,5 mil pares diariamente. Pouco menos de um ano após o reinício das atividades, a filial 6 quase dobrou esse número, chegando a 16 mil pares diários, em março de 2022. Para o segundo semestre, a expectativa é confeccionar 23 mil pares todos os dias.

“A produção está andando bem e tem possibilidade de produzir mais. Mato Leitão, hoje, é um modelo de fábrica diferente, no qual nós recebemos a matéria-prima, cortamos e enviamos para terceiros para costurar e montar. Está se desenvolvendo bem e a tendência é de crescimento até o fim do ano”, destaca o presidente da Beira Rio, Roberto Argenta.
De acordo com ele, hoje essa filial representa de 7% a 8% do faturamento geral da empresa. “Ela ainda está em desenvolvimento e vai crescer muito neste ano. Entre setembro e outubro, a unidade deve operar a pleno vapor”, projeta.

Terceirização

Um diferencial da unidade de Beira Rio instalada em Mato Leitão é a terceirização de algumas etapas de produção. A partir desse novo modelo, que foi realizado de forma pioneira no município, a costura e a montagem completa do calçado são feitas em ateliês terceirizados. De acordo com o gerente industrial da fábrica, Marco Antônio Caneppele, até março deste ano eram cinco empreendimentos que prestam serviços de costura.

Eles estão localizados em Mato Leitão e os demais estão em Parobé, Venâncio Aires, Passo do Sobrado e Sobradinho. Além disso, há um terceirizado em Venâncio Aires, um em Arroio do Tigre e um em Vera Cruz que realizam a montagem completa dos sapatos. Com isso, mais de 800 empregos são gerados indiretamente pela filial da Cidade das Orquídeas.

“É um modelo de negócio diferente, que exige adaptações. É necessário ter parceiros confiáveis e por isso é preciso ter muito cuidado no momento da escolha”, relata Caneppele. Ele salienta que, após a estabilização da pandemia de Covid-19, foi possível perceber um rápido crescimento da unidade. “Estamos vindo em uma evolução muito boa, tanto em resultados de produção quanto em qualidade”, avalia.

A Calçados Beira Rio iniciou as atividades em Mato Leitão em 2007 e, antes do incêndio de 2020, a empresa tinha 780 colaboradores.

Oportunidade de trabalho

Betina Ruschel integra o quadro de colaboradores (Foto: Taís Fortes/Folha do Mate)

A auxiliar técnica do setor de corte, Betina Daniela Ruschel, 26 anos, é uma das 160 funcionárias da unidade da Calçados Beira Rio instalada em Mato Leitão. Moradora do bairro Santa Tecla, em Venâncio Aires, ela já era colaboradora da empresa antes do incêndio. Quando a indústria retornou às atividades, foi recontratada. “Sempre tive interesse e vontade de voltar para a Beira Rio. O dia da inauguração foi muito emocionante”, comenta.

Estudante de Administração, ela encontrou na empresa a oportunidade de aliar os aprendizados da graduação com a rotina de trabalho. “Desde que recebi essa oportunidade aprendi a lidar mais com todos os colaboradores e tenho mais proximidade com os colegas. Auxilio minha liderança e outros funcionários nas atividades. Gosto de tudo que faço aqui”, compartilha.

*Texto originalmente publicado na revista ‘Mato Leitão 30 anos – Perfil Socioeconômico’

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