A Previdência Privada deve ser entendida como um investimento de longo prazo, sendo assim, quanto antes o cidadão pensar nessa solução, melhor para o seu futuro. (Foto: Divulgação)

Antes de contratar um plano de Previdência Privada é preciso que o investidor tenha ciência de que o investimento é realmente viável para seus interesses. Isso diz respeito a questões como o tempo mínimo para que as aplicações tragam resultados e os impostos envolvidos.

Além disso, existem diferentes tipos de planos de previdência privada, como os que são abertos ao público e os que são exclusivos para determinadas categorias. Conhecendo essas peculiaridades, o investidor tem como fazer seu dinheiro render mais e extrair o máximo que a previdência privada oferece.

O tempo mínimo para o investimento valer a pena

É possível investir em previdência privada em qualquer momento da vida, mas a recomendação é que isso aconteça no mínimo cerca de uma década antes da aposentadoria do investidor. Isso garante a ele mais tempo para aplicar e menor incidência de tributos.

O mais indicado é que o investidor tenha pelo menos entre 8 e 10 anos para investir no plano que julgar mais adequado. Com menos tempo do que isso, o investimento deixa de ser interessante. Com mais, o investidor pode acumular mais dinheiro ou fazer aplicações mensais menores, o que permite a ele investir com maior tranquilidade e não comprometer sua renda.

A Previdência Privada deve ser entendida como um investimento de longo prazo, sendo assim, quanto antes o cidadão pensar nessa solução, melhor para o seu futuro.

Os tributos envolvidos na Previdência Privada

As opções disponíveis para planos de previdência se diferenciam principalmente em relação aos tributos. Isso porque existem duas tabelas, a progressiva e a regressiva. Cabe ao investidor escolher qual das duas prefere no ato da compra do plano.

No caso da tabela progressiva, a alíquota de Imposto de Renda é proporcional ao valor resgatado, indo de zero a 27,5%, o que quer dizer que, quanto mais dinheiro a pessoa retira, mais imposto ela paga.

A tabela regressiva, por sua vez, apresenta alíquotas decrescentes em função do tempo. Ela começa com 35% e cai cinco pontos de dois em dois anos até chegar a 10% em 10 anos, valorizando o investidor que faz uma estratégia de longo prazo.

Os diferentes tipos de planos de previdência privada

Os planos de previdência privada se dividem entre os abertos e fechados, sendo a diferença entre eles o seu alcance. Enquanto os planos abertos são destinados ao público em geral, podendo ser adquiridos no mercado em instituições autorizadas, os planos fechados se concentram em um perfil específico, contemplando, geralmente, funcionários de uma empresa.

Consequentemente, quem contrata o plano aberto é o próprio investidor e quem contrata o plano fechado é a empresa que oferece os benefícios conhecidos como fundos de pensão, planos coletivos sem fins lucrativos.

As diferenças entre PGBL e VGBL

Entre os planos abertos, ainda existe a distinção entre o Plano Gerador de Benefício Livre e o Vida Gerador Benefício Livre, conhecidos como PGBL e VGBL respectivamente. Basicamente, a diferença entre eles é que, no PGBL é possível abater até 12% da renda bruta anual no Imposto de Renda para o ano seguinte, enquanto no VGBL, o Imposto de Renda tem incidência no rendimento do plano. Caso ocorra morte ou invalidez do titular, o saldo acumulado passa para seus dependentes, previamente escolhidos pelo investidor.

O PGBL é indicado para quem pretende colocar até 12% da renda no plano de previdência privada para ter vantagem tributária. Já o VGBL é indicado para as outras pessoas, em especial, para quem opta pela declaração simplificada.

Para quem a Previdência Privada é indicada

Por não ter vínculo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a previdência privada é indicada para quem deseja complementar a previdência social, garantindo uma renda extra.

Ao fazer um plano de previdência privada, a pessoa determina um valor e a periodicidade da contribuição que pretende fazer, parcelando o investimento para futuramente receber um retorno. Dessa forma, quanto maiores forem as aplicações, mais dinheiro essa pessoa recebe no prazo acordado. O total é a somatória do montante acumulado mais os rendimentos.

É possível investir um valor alto de uma única vez e esperar os rendimentos ou fazer depósitos periódicos para chegar a esse montante com o tempo. Com os juros compostos e o passar dos anos, os valores se acumulam, podendo gerar uma rentabilidade interessante para o investidor. O primeiro passo é procurar uma corretora de valores com oferta de planos de previdência privada.

 

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