O albergue localizado no bairro Coronel Brito já registrou a passagem e atendimento de 84 pessoas. A confirmação é do pastor Marino Soares dos Reis.  Local foi criado pela Administração Municipal em 2009. Atende homens em situação de vulnerabilidade, moradores de rua ou que estão de passagem pelo município. No entanto, os albergados não podem pernoitar se estiverem sob o efeito de álcool e drogas. Recebem jantar e café da manhã e podem realizar sua higiene pessoal.

Conforme explica Reis, muitos procuram o auxílio; e outros, são indicados pela Assistência Social do município. “As vezes ficam um dia aqui. Outros são do interior, e nos procuram quando vêm realizar tratamento no Hospital”. Também observa que alguns estão todos os dias.

Com a administração da Associação Beneficente Evangélica Restaurando Vidas (Asberv), também são atendidos adolescentes em tratamento contra dependência química. Os dois serviços são gratuitos. O centro de recuperação funciona no segundo piso do albergue. é voltado para jovens até 21 anos, encaminhados pelo Conselho Tutelar, Centro de Assistência Psicossocial (Caps) e também por familiares. São oferecidas oficinas como a  de artesanato e de marcenaria. Recebem as refeições diárias e são atendidos por uma equipe de profissionais e monitores.

O pastor explica que esses adolescentes ficam no tratamento por um período de cerca de nove meses e depois são reintegrados na família. “A primeira fase é crítica e dura em torno de três meses. A segunda, é a fase da disciplina, onde se vê a mudança e a terceira é a de reintegração”. Lembra ainda que parte deles estuda ou trabalha.

De acordo com ele, em alguns dos jovens que passaram por lá é possível perceber a recuperação. “O trabalho tem sido bom até agora. Mas, alguns que tem recaída retornam”. Na sua opinião, deveria ter um espaço maior aos jovens, para que fosse feita uma horta e que possibilitasse a criação de animais.

CONVêNIO

O albergue e o Centro funcionam por meio de um convênio da Asberv com a Administração Municipal. A assistente social, Ana Cláudia do Amaral Teixeira, lembra que a prefeitura repassa um valor mensal para a Associação. “Também acompanhamos o trabalho realizado lá”. Ela enfatiza que os recursos são destinados para pagamento de aluguel, luz, água, alimentação, profissionais, passagens, gasolina, gás e medicamentos. No Centro, lembra que recebem a assistência, principalmente, jovens dependentes de crack. “Precisamos ter esse tipo de mecanismo para dar conta da problemática que existe na sociedade. é preciso ter locais como este. O trabalho do pastor é sério e a comunidade da Igreja se empenha no projeto.”