O morador e comerciante Mário Almeida, que reside no balneário Monte Alegre é um dos prejudicados com a cheia do rio Jacuí, que está 16 metros acima do nível médio, que é de sete metros. Com isso, as residências e comércio foram invadidos com uma altura de aproximadamente 1,5 metros no primeiro piso.

Foto: Bruno Urhy / Divulgação Moradores do Balneário Monte Alegre estão ilhadas e o deslocamento é possível, apenas, de barco
Moradores do Balneário Monte Alegre estão ilhadas e o deslocamento é possível, apenas, de barco

Conforme Almeida, até ontem, o nível do rio continuava subindo, tanto é que ele teve que levantar móveis e eletrodomésticos para não perder seus bens. Almeida afirma que fazia anos que o rio não subia tanto e que está torcendo para ele voltar a recuar.

Graziela Rosa, esposa de Almeida, também lamentou a situação. “Essa é a nossa situação, como de muitos. Agora estou bem arrasada, claro que não perdemos nada, e Deus não vai permitir isso, mas ter tudo arrumadinho e de repente ver tudo nesse estado, dá uma tristeza enorme no coração.”

E a cheia não foi somente no rio Jacuí, pois o rio Guaíba, que recebe as águas do Jacuí em Porto Alegre, também está ameaçando as ruas da cidade. As comportas do porto marítimo foram todas fechadas depois de muitos anos. Alguns moradores até lembraram da cheia de 1941, que foi a maior já registrada no Estado e que alagou várias ruas do centro.

Foto: Mário Almeida / Divulgação Maioria das residências foram atingidas pela água
Maioria das residências foram atingidas pela água

Como tem previsão de chuva para hoje e amanhã, os moradores estão apreensivos com a possibilidade do rio subir ainda mais. No verão passado, os veranistas tiveram poucos dias para curtir o balneário por conta do alto nível do Jacuí, fato que segundo as previsões, deve se repetir pelo menos até o final do ano.