Trecho alterado compreende o lado esquerdo do sentido sul-norte, entre as ruas Jacob Becker e General Osório (Foto: Cristiano Wildner/Folha do Mate)

Por Débora Kist e Cristiano Wildner

Muitas imóveis estão vazios ao longo do trecho. Comprometendo a estrutura das calçadas, tipuanas serão cortadas (Foto: Cristiano Wildner/Folha do Mate)

Aquele que foi o cenário característico do centro de Venâncio Aires nos últimos 25 anos vai mudar. O Largo do Chimarrão, ou Calçadão como o venâncio-airense se habituou a chamar, será reformulado nos próximos meses. Na prática, o lado esquerdo de quem desce a rua Osvaldo Aranha será recuado e a ‘principal’, neste trecho, voltará a comportar a passagem de dois veículos.

A responsável pelo projeto é a arquiteta e assessora da Secretaria de Planejamento e Urbanismo, Simone Becker Rech. Ela apresentou detalhes da proposta durante uma reunião na segunda-feira, 17, na Prefeitura, com a proprietários de lojas.

Simone explicou que o principal objetivo é aumentar a ‘caixa viária’, com duas pistas de rolamento entre as ruas Jacob Becker e General Osório. “O objetivo é a fluidez do trânsito e que o comércio possa ser melhor visto nesse ponto, assim como o acesso ao norte da cidade. Mas é preciso pensar que essa nova calçada seja convidativa às pessoas.”

A reformulação do Largo do Chimarrão será parcial e, por enquanto, o lado direito de quem desce a Osvaldo Aranha não será alterado. Quando as obras começarem, o que deve ser feito em lotes ao longo do Calçadão, partes serão fechadas. Com as mudanças, as tipuanas virão abaixo. “O corte das tipuanas será uma consequência e o paisagismo também será refeito”, destacou Simone.

A pretensão, segundo ela, é de que tudo esteja concluído até outubro, antes dos Dia das Crianças.

Encontro para apresentação do projeto ocorreu na Prefeitura (Foto: Leandro Osório/AI Prefeitura)

COMÉRCIO

O encontro na Prefeitura partiu de uma solicitação conjunta dos comerciantes da região. Luís Carlos Stein, proprietário da Katucha, participou da reunião. Ele entende que a reforma é importante por vários aspectos. “Vai melhorar o trânsito, terá mais estacionamento. Mas não é só isso. O local está escuro, as lajes soltas, lisas, é um perigo para os pedestres. É uma questão de segurança também.”

Para o empresário, que tem a loja no mesmo ponto há 26 anos, o projeto atende à ideia dos demais comerciantes. “No meu caso, com a loja defronte à Travessa, ainda é mais tranquilo. Mas mais para baixo, a gente vê que o movimento caiu. O Calçadão perdeu o prestígio que tinha anos atrás.”

Stein acredita ainda que, com a reformulação do trecho, junto com a reforma da Praça Católica, o centro voltará a ser atrativo. “Visualmente vai ficar bonito. Vamos acreditar que vai melhorar para todo mundo.”

Segundo o prefeito Giovane Wickert, na próxima semana haverá um novo encontro para definições finais. “As empresas farão parte do Programa Adote essa Ideia e a Prefeitura entrará com uma contrapartida na execução das obras, maquinários, um percentual de material e mão de obra.”

Para Renan Zarth, reforma vai evitar o esvaziamento da área central (Foto: Cristiano Wildner/Folha do Mate)

“Reformar o Largo do Chimarrão é vital”

O empresário Renan Zarth destaca que a reforma no Largo do Chimarrão, mais do que necessária, passou a ser vista como vital para evitar esvaziamento na área central da cidade. “Sem mudanças estruturais no centro, o esvaziamento ao longo do Largo do Chimarrão pode ser inevitável”, afirma ele, que gerencia a Bade Esportes, no Calçadão.

“A igreja matriz ficará para sempre, mas sem o centro comercial ao redor, o local pode perder o seu brilho”, destaca. Ele também defende duas pistas de rolamento no trecho. “Com duas pistas, mais do que agilizar o trânsito, será possível corrigir as falhas no calçamento causadas pelo ação do tempo, principalmente, pelo crescimento desordenado das tipuanas”, avalia.

Ele acredita que a partir da reforma da área central, o local voltará a ser atrativo para investimentos. “O Largo do Chimarrão é um espaço importante na formação de Venâncio Aires e, por conta disso, necessita ser avaliado e atualizado. Os tempos mudam, mas a história ali permanece”, finaliza.

1 comentário

  1. Que absurdo. Ao invés de fechar tudo e fazer um calçadão vão tirar o espaço do pedestre “consumidor” para enfiar carros. Kkkkkkkk Venâncio na onda do retrocesso

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