Foto: Alvaro Pegoraro / Folha do MateDelegado cano, com os agentes do SI, voltou ontem ao local do crime
Delegado cano, com os agentes do SI, voltou ontem ao local do crime

A exemplo do que aconteceu no mês passado, quando a polícia se deparou com um homicídio no interior de Mato Leitão – e o esclareceu em poucas horas -, o crime registrado no fim de semana, na área rural de Venâncio Aires, está esclarecido. Cerca de 24 horas depois de localizar o corpo do mecânico Marco Fernando Feldmann, 48 anos, a Polícia Civil já tinha a autoria comprovada.

Mesmo com a falta de agentes no Setor de Investigações (SI), a equipe comandada pelo delegado Felipe Staub Cano logrou êxito nos seus trabalhos. Faltava saber a motivação, o que aconteceu ontem à tarde. “Conseguimos esclarecer mais este crime, em tempo recorde”, comemora o titular da Delegacia de Polícia.

Cano se refere ao fato de na tarde da segunda-feira, já ter descoberto quem é o autor das facadas que mataram Marco cabeludo, como a vítima era conhecida. Segundo a polícia, um pedreiro teria brigado e esfaqueado a vítima, depois de um desentendimento.

Conforme o investigador Paulo Ullmann, chefe do SI, Marco possuía uma chácara em Linha Alto Sampaio, distante cerca de 40 quilômetros do centro da cidade. No sábado à tarde, ele e o pedreiro foram até lá. à tardinha, houve uma discussão, dentro da casa e, em seguida, o crime.

O corpo de Marco cabeludo foi encontrado domingo à tarde. Estava seminu (vestia somente uma camiseta), em um precipício, às margens da estrada principal da localidade, a uma altura aproximada de 50 metros. De acordo com o policial, tinha pontaços de faca no tórax e na perna esquerda.

Ontem à tarde, Cano e os agentes do SI voltaram ao local, a procura de uma arma. No entanto, nada foi localizado.

Depoimento

Acompanhado pelo advogado Marlon Kist, o pedreiro prestou depoimento ontem à tarde. Aos 64 anos e sem antecedentes criminais, disse que era amigo de Marco e que não tinha a intenção de matá-lo.

O pedreiro relatou que foi até lá para fazer uma obra, mas que, à tardinha, começou uma discussão. Revelou que Marco estava muito alterado e que falava em matar a mãe e dois policiais civis, que seriam os responsáveis pela sua prisão. Meses atrás, o mecânico tinha sido preso, acusado de tráfico de entorpecentes.

Sobre a motivação do crime, o pedreiro alegou legítima defesa. “Brigamos, eu cai e ele me agrediu com uma fruteira de metal. Então peguei a faca e dei um golpe. Não sei aonde acertei, mas vi que saiu sangue”, mencionou.

Depois deste fato, o mecânico saiu para a rua e o pedreiro, segundo declarou, foi em outra direção, passando a noite na casa de um vizinho. Marco teria caminhado pela estrada e, provavelmente, caído no precipício, onde foi encontrado no dia seguinte, sem vida. O pedreiro prestou depoimento e foi liberado.