Desde o ano passado, a Associação Catadores da Vida – Projeto Minuano, aguarda o início das obras de um pavilhão, no bairro Battisti. No local será instalado um depósito onde os catadores cadastrados poderão revender o material reciclável recolhido das ruas.

Mas o entrave para o início da obra, ainda está no repasse da área que será doada pelo Município e segundo o presidente da associação, Ari de Melo, foi prometida pelo prefeito Airton Artus, no ano passado. Já a obra será custeada pelo próprio projeto. Uma reunião está agendada na prefeitura amanhã, às 9h30min, quando o assunto novamente será pautado.

Melo, que procurou a Folha do Mate na manhã de terça-feira, preocupado, relatou que a associação corre o risco de perder uma máquina de prensa, doada pela Petrobras – patrocinadora do projeto. Como não há um local para uso, a máquina encontra-se parada, ao ar livre, no pátio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisp).

Segundo Melo, atualmente a associação conta com 80 catadores cadastrados. Como não há um local próprio para o trabalho, muitos acabam usando o próprio pátio de casa para armazenar o lixo recolhido, até ser revendido. “Mas a gente não quer que isso continue. Não é bom para eles, nem para o Município. A própria prefeitura nos cobra que devemos cuidar da limpeza e manter o ambiente organizado”, ressalta. Com a construção do pavilhão, a ideia é que o local seja dividido em blocos, para que cada catador possa ter controle do que recolheu.

Enquanto o repasse do terreno não é oficializado, nem mesmo a obra é iniciada, a associação pretende solicitar apoio da Administração no aluguel de um pavilhão. O presidente disse já ter pesquisado alguns locais, mas o valor é muito alto. “Temos que colocar essa máquina para funcionar e ter um local, mesmo que provisório, para deixar tudo organizado”.

DIREITOS TRABALHISTAS

O objetivo é aumentar o número de cadastrados na Associação e atrair os catadores que ainda atuam individualmente. Melo acredita que tenham mais de 250 pessoas trabalhando nesta área, no município. Acrescenta que através do grupo, é possível usufruir dos benefícios do projeto Minuano e, futuramente, do depósito.

Outra meta da Associação é buscar os direitos trabalhistas, já que hoje os catadores não possuem nenhum benefício. Para isso, o advogado da associação já trabalha na questão jurídica, para que através da prefeitura, um amparo seja garantido para os catadores legalizados.