Depois dos dias quentes em Venâncio Aires e na região, a semana que marca fim do mês de junho e o início de julho começou com frio.
A tarde dessa segunda-feira foi marcada pelo frio acompanhado de chuva em Venâncio Aires. (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

Depois de dias relativamente quentes em Venâncio Aires e na região, a semana que marca fim do mês de junho e o início de julho começou com temperaturas baixas e que fizeram muitas pessoas tirar as roupas de inverno do roupeiro. Além do frio, a segunda-feira, 29, foi marcada por neblina durante a manhã e chuva no período da tarde. Com essa mudança na temperatura, é comum ouvir nas rodas de conversas comentários a respeito da diminuição da imunidade e até mesmo a tendência de aumentar a incidência das doenças respiratórias.

De acordo com o médico pneumologista André Puglia, as viroses respiratórias acontecem com mais frequência do inverno por causa de duas situações, especialmente. Uma delas está associada à tendência que as pessoas têm de estarem aglomeradas em espaços fechados e com pouca ventilação. Entretanto, agora, por causa da pandemia do novo coronavírus, esse hábito não tem acontecido, porque evitar aglomerações é uma medida essencial para prevenir a transmissão da Covid-19. O outro ponto mencionado por ele é que frio tende a diminuir as defesas do organismo.

Nesse sentido, o médico explica que por causa do ar frio, normalmente, os vasos da pele e das mucosas respiratórias ficam mais fechados. “Dentro dos vasos estão as defessas do organismo, que são as células brancas e os anticorpos. Então, quando a mucosa fica mais resfriada, ela tem menos circulação de sangue. Assim, o vírus consegue se localizar e se proliferar. Quando o organismo tentar se defender será tarde”, relata.

O médico também pondera que no verão a incidência das doenças respiratórias costuma ser menor em função do calor e dos ambientes que costumam ser mais ventilados. “Existe, claro, mas elas são mais raras, porque elas dependem da aglomeração de pessoas e de pouca ventilação e no verão isso, normalmente, acontece menos.”

Cuidados

Segundo o pneumologista, os cuidados adotados para prevenir o contágio pelo novo coronavírus – higienização das mãos, evitar aglomeração e uso de máscaras – são os mesmos para prevenir as viroses respiratórias tradicionais. “Neste ano, pelo que eu tenho visto, os quadros virais que são muito comuns, não apenas agora com o frio, mas desde que começa a mudança de clima no fim de março e início de abril, estão tendo uma apresentação muito menor”, avalia. O médico atribui essa redução justamente aos cuidados que estão sendo tomadas por causa da Covid-19 e à suspensão das aulas.

Ainda conforme o profissional, a semana em que estamos, que marca o fim de junho e o início de julho, normalmente, é fria e há mais possibilidade de acontecer a transmissão de viroses respiratórias. Em relação às doenças mais comuns nesta época, ele pondera que há diversos vírus, que podem provocar infecções variadas com sintomas mais comuns, como espirros, coriza e febre, que normalmente não é muito alta. A exceção é para o vírus Influenza, que normalmente ocasiona quadros mais greves, em especial, para determinados grupos de pessoas. Justamente por isso, há uma vacina para ele.

Em relação ao coronavírus, o médico pneumologista André Puglia, reforça a necessidade das pessoas manterem os hábitos de prevenção. “Acho que o esquema que tem na cidade para combater o coronavírus está tendo um resultado bom, mas ele precisa da colaboração das pessoas. Elas precisam continuar se cuidado, porque no momento que começar a descuidar da máscara e começar aglomerações, com certeza nós vamos ter um pico de incidência do vírus.”

Pneumologista André Puglia fala sobre reflexos do frio na saúde. (Foto: Juliana
Pneumologista André Puglia fala sobre reflexos do frio na saúde. (Foto: Juliana Bencke/Arquivo FM)

Sobre o inverno

  1. Conforme informações do Núcleo de Informações Hidrometeorológicas (NIH) da Univates, o inverno deve ter neutralidade climática, ou seja, sem atuação de eventos El-Niño e La-Niña. Além disso, as últimas simulações dos modelos climáticos indicam chuva em torno da média climática e ligeiramente abaixo para todo o período de inverno. Contudo, a previsão é que se tenha meses mais secos e outros mais chuvosos, o que resultará em precipitação em torno da média histórica.
  2. A expectativa é de duas a três fortes ondas de frio entre julho e agosto, embora os modelos indiquem que para toda a estação a temperatura média fique acima da média climática. Isso ocorre porque deverá ocorrer um espaçamento entre uma onda de frio e outra.

Fonte: NIH da Univates

Previsão para a semana

Por Rosana Wessling

Os próximos dias devem ser de temperaturas amenas, até o sábado, 4, a previsão é de que a máxima não ultrapasse os 17°C. Para a terça-feira, 30, segundo o Núcleo de Informações Hidrometeorológicas (NIH) da Univates, áreas de instabilidades seguem atuando sobre o território gaúcho e conferem mais um dia com abundante nebulosidade e pancadas de chuva. Ainda há risco de chuva forte, com volumes significativos e temporais isolados, acompanhados de rajadas de vento de moderadas a fortes e raios. As temperaturas ficam amenas em boa parte do dia. A mínima é de 12°C e a máxima 17°C. Durante a quarta e quinta-feira, áreas de instabilidades seguem atuando pela região. Na sexta-feira, 3, o sol volta a aparecer com mínimas de cinco graus e máxima de doze. No sábado, 4, a mínima tende a ser de quatro gruas e máxima de 15°C.

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