Walmor e Sirlene Nyeland, moradores de LInha Boa Esperança Alta, avaliam como positiva a criação de uma entidade para centralizar as demandas dos agricultores (Foto: Taís Fortes/Folha do Mate)

Um grupo de agricultores de Mato Leitão, com o apoio da Emater/Ascar e da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, está dando os primeiros passos em direção à criação de uma entidade para organizar o trabalho. Na semana passada, o grupo participou de uma reunião com a administradora Cinara Kanitz e a socióloga Larissa Molinos, que atuam na Unidade de Cooperativismo (UCP) da Emater. Durante o encontro, as profissionais tiraram dúvidas e explicaram aos produtores as particularidades e as diferenças da criação de uma associação e de uma cooperativa de agricultores.

De acordo com o extensionista rural da Emater, Rudinei Pinheiro Medeiros, a proposta para discutir o assunto partiu dos próprios agricultores de hortifrutigranjeiros e a reunião contou com a participação de 12 deles. “Desde o ano passado eles demonstram a vontade de formar esse grupo. O objetivo principal relatado por eles é organizar a produção e conseguir abrir novos mercados para comercializar os produtos cultivados por eles”, explica.

Segundo Medeiros, após essa primeira reunião, que serviu para esclarecimentos, o assunto está sendo discutido entre os produtores, para que se decida entre a criação de uma associação ou cooperativa. A expectativa é que até o fim do próximo mês o projeto avance e se inicie as tratativas. “Percebemos pelo encontro que eles vão querer dar o primeiro passo com a criação de uma associação e, talvez, futuramente, dar início a uma cooperativa”, comenta.

Para o extensionista rural, a criação desse grupo, que envolverá agricultores e agroindústrias, além de ser uma maneira de organizar a produção, será uma forma de discutir temas relacionados, tirar dúvidas, ampliar o mercado de vendas e conseguir mais recursos. “É uma oportunidade para trocas de experiências. Podemos fazer como acontece com o Grupo do Leite, que existe há anos no município, e trazer profissionais do ramo da olericultura e fruticultura, para realizar treinamentos”, projeta.

O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, João Carlos Machry também avalia de forma positiva a criação desse grupo de trabalho. “Será uma oportunidade para os agricultores que produzem em menor escala e uma forma de agregar valor para eles e para o Município”, avalia. Conforme o chefe da pasta, produtores que não participaram da reunião, mas tenham interesse de integrar o grupo, podem procurar a Emater ou a secretaria.

Walmor e Sirlene acreditam que a criação de uma associação ou cooperativa será uma oportunidade para expandir a venda dos produtos (Foto: Taís Fortes/Folha do Mate)

MERCADO

Proprietária de quatro estufas, Sirlene Maria Reiter Nyeland, 53 anos, é uma das agricultoras interessadas em criar um grupo de trabalho para os produtores de Mato Leitão. Na avaliação dela e do marido Walmor Rodolfo Nyeland, 61 anos, a criação de uma associação é importante para as vendas dos produtos. “Vamos ter a oportunidade de aprender e de conseguirmos nos inserir mais facilmente no mercado. Um vai poder ajudar o outro também”, observa Sirlene.

A agricultora é uma das que fornece alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), atendendo instituições de Lajeado, e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) com o fornecimento de alimentos para as escolas do município. Além disso, a produção de Sirlene é revertida em vendas particulares e já teve ocasiões que foram para supermercados e para as Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa). Na propriedade, localizada em Linha Boa Esperança Alta, ela cultiva morangos, alface, temperos, tomate e pepino. Toda a produção é ecológica.

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