Atividade extracurricular é desenvolvida com alunos das turmas de terceiro ano do ensino médio do CAJ (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Com a intenção de promover leitura e debate entre os alunos das turmas de terceiro ano do ensino médio, os professores Altair Luiz Bender, de Língua Portuguesa e Camila Menotti, de Filosofia, da Escola Cônego Albino Juchem (CAJ), iniciaram o projeto ‘Clube do Café’.

O grupo de estudos começou há cinco semanas e conta com 25 alunos. Nesse primeiro projeto eles estão estudando o livro ‘Utopia para Realistas’, do autor Rutger Bregman, que desafia a pensar para o futuro, mas com realidade atual.

A aluna Josemara Fernanda Lopes, 18 anos, comenta que foi muito incentivada pela professora Camila, pois não acreditava em si, achava que não era capaz de ler um livro e debater. Lembra ainda que foi bem recebida pelo grupo e, isso, despertou o seu interesse. “Não vejo a hora de chegar a quinta-feira para ir no encontro. Em casa estou buscando mais conhecimento para chegar aqui e mostrar que sou capaz e posso aprender.”

Josemara é uma das participantes da iniciativa (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

Para Luana Felten de Souza, 18 anos, os encontros são importantes para debater diferentes opiniões em uma atividade extracurricular. “Discutimos assuntos diversos, coisas além do livro”, destaca.

O livro ajuda a refletir, segundo Gabriela da Silva de Lima, 17 anos. Além de participante, ela cuida da organização junto com os professores. Para a adolescente, o conteúdo trabalhado e a maneira que é abordado ajuda a despertar a vontade de aprender. “O livro nos faz pensar sobre coisas básicas que, às vezes, não refletimos. Ele mudou a minha maneira de enxergar a sociedade”, ressalta.

Cada encontro dura em média 45 minutos, o tempo de uma aula e não é obrigatória a participação dos alunos. “É um projeto extra, apenas os alunos que querem estão aqui” comenta a professora.

Camila lembra ainda que além de passar ensinamentos aos alunos, outro intuito é desdoutrinar eles e criar pensamentos próprios, mas com uma base. “A ideia é provocar eles a pensarem e exporem o que pensam, pois aqui não tem certo nem errado.”

Os encontros são no auditório da escola CAJ, nas quintas-feiras. Além dos estudos, o grupo organiza um lanche com café, chá e bolachas que é financiado por eles a partir de um caixa que criaram. No final do projeto os alunos participantes vão ganhar um certificado da escola.

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