O setor do tabaco encerra a Sexta Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco de certa forma aliviado. As medidas que propunham restrições ao crédito para o produtor de tabaco, políticas para a reversão de culturas produtivas e medidas para punir fumicultores e indústria por danos ambientais, não foram aprovadas pelos países que assinaram o tratado.Com isso, os representantes do setor se programam para participar da próxima edição do evento mundial que ocorre em Nova Delhi, na índia.

O mês de janeiro de 2017 será guardado com muita atenção na agenda de prefeitos dos municípios produtores de tabaco, representantes de sindicatos e de políticos. A COP7 terá novas discussões sobre as políticas mundiais para o controle do tabaco e a comercialização de cigarro no mundo.

Direto de Moscou, na Rússia, Guilherme Siebeneichler traz, em vídeo, detalhes sobre o último dia do evento. Veja:

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Algumas nações membras do tratado internacional defendem medidas para diminuir a área plantada com tabaco, para consequentemente reduzir a oferta do produto no mercado. Entretanto, alguns segmentos das delegações afirmam que tais medidas poderão prejudicar os fumicultores e a economia.

Até lá, os representantes da Cadeia Produtiva do Tabaco farão encontros para articular a participação dos produtores rurais nos estudos da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), para avaliar alternativas agrícolas aos produtores de fumo. Além de conhecer os programas já realizados nas lavouras.

A comissão nacional é responsável por articular a implementação dos artigos da convenção em território brasileiro, e deverá contar com mais participação dos sindicatos e associações que reúnem os produtores agrícolas.

A cobertura da Folha tem o apoio de Prefeitura de Venâncio Aires, Sinditabaco, Caciva e Unisc.