Foto: Kethlin Meurer / Folha do MateKelli e Carlos buscam, a cada dia, ensinar o filho a dar  o devido valor ao dinheiro
Kelli e Carlos buscam, a cada dia, ensinar o filho a dar o devido valor ao dinheiro

Aprender a economizar é um grande desafio para muitas pessoas e saber investir bem o dinheiro no que é de fato importante também não é tarefa fácil. Como neste sábado é o Dia Mundial da Poupança, a Folha do Mate traz a importância das crianças já terem o entendimento sobre o verdadeiro valor do dinheiro mesmo com pouca idade. Este é o caso do pequeno Luís Henrique Rech, de apenas 3 anos, que em casa já possui um cofrinho onde guarda as moedas dadas de mesada pelos pais.

Conforme o economista Carlos Giasson, antes de falar em poupança, é importante ter a disciplina de poupar. As pessoas têm a cultura de consumir e comprar produtos antes de terem o dinheiro disponível, com isso, se endividam. Esta lógica, por sua vez, pode ser revertida e o jovem necessita criar a cultura de pensar no futuro, na previdência privada, bem como, precisa se preocupar que um dia fará um gasto maior.

Na opinião de Carlos, as pessoas ainda têm o costume de pegar dinheiro emprestado quando necessitam de um pouco mais, quando, na verdade, precisam tomar mais cuidado e controle sobre os gastos. “As pessoas têm que incentivar as crianças a separarem o que ganham para poupar”, complementa.

MESADAO profissional destaca que dar mesada às crianças ou até mesmo adolescentes não está errado, inclusive, porque, desta forma, é possível se ter um controle sobre o quanto se gasta. Quando se oferece dinheiro aos jovens apenas quando eles precisam, não é possível saber o quanto de fato eles consomem. “A mesada tem que ser algo certo, correto, e se os pais têm um acordo com o filho, devem cumprir ele certinho e não usar ela como moeda de negociação”, destaca o economista.

Carlos ressalta que não existe um valor exato a ser dado como mesada, mas se recomenda que não seja dado algo tão baixo para que a criança ou adolescente não se fruste, bem como, não tão alto, para que não sobre. “Se der muito pouco, a criança não consegue fazer nada, ou se der demais, sobra, e ela não sente a necessidade de trabalhar com a escassez. Tem que fornecer um valor que faça elas pensarem sobre o dinheiro”, explica.

Segundo ele, a criança demora para começar a compreender a função do dinheiro e como ele é conseguido, mas para que possa merecer a mesada, é indicado que ela comece desde cedo, como aos 6 anos, a lidar com o dinheiro quando ajudar a fazer compras e ir no mercado. “Nessa idade, ela não vai ter a compreensão do dinheiro, mas é uma questão que deve ser trabalhada muito bem na criança”, conta.

O economista ressalta que é errado os pais comprarem a obediência dos filhos com o dinheiro, ou seja, quando a mesada é tirada caso ele não faça determinada tarefa, por ser prejudicial para o desenvolvimento da criança. No entanto, a mesada pode ser paga até quando o jovem tiver condições de ganhar o próprio dinheiro.

Veja a matéria completa na edição deste sábado, 31, ou no flip.