Josiane apostará na participação nas feiras para ampliar a divulgação e as vendas dos produtos que confecciona artesanalmente (Foto: Arquivo pessoal)

Moradora do bairro Bela Vista, Josiane Carine Stulp, de 29 anos, encontrou nas feiras de artesanato uma forma de divulgar ainda mais os produtos que confecciona. Dedicada ao trabalho artesanal desde 2014, em meados do ano passado ela decidiu tornar o artesanato a única fonte de renda. Além disso, no fim do ano, também se inscreveu no Programa Municipal de Artesanato e, em 2020, deu início à exposição nas feiras. A expectativa em participar das atividades programadas para esse primeiro semestre é positiva.

“Faz alguns anos que eu faço artesanato e vendo pela internet e para pessoas conhecidas. Agora, decidi me dedicar integralmente a isso, e as feiras são um incentivo a mais”, relata. Josiane ainda acredita que a participação nas atividades ao longo do ano serão uma importante forma de agregar renda e aumentar a vendas dos produtos.

“Também é importante para ter mais divulgação, porque nas feiras as pessoas conseguem conhecer o produto. Às vezes deixamos um cartão e o pessoal entra em contato depois”, observa. Para a artesã, que trabalha com técnicas variadas de crochê e bonecos de jardim, as exposições ainda são uma oportunidade de conversar e esclarecer dúvidas dos clientes. “Por foto as pessoas ficam um pouco receosas de comprar e, na feira, o público consegue ver como realmente é o produto. A partir disso, o consumidor se sente mais seguro de futuramente comprar pela internet”, avalia.

PROCURA

Há mais de 10 anos participando do Programa Municipal de Artesanato, Orlando Richter, de 71 anos, entende que as feiras são um importante lugar para divulgar o trabalho. Para o aposentado, é possível perceber uma queda na venda dos produtos. “Já fiz boas feiras, mas no ano passado a procura foi baixa. Vendi bem na Fenachim e no Festival de Balonismo”, compartilha.

Segundo Richter, que produz itens à base de madeira, a decisão de diminuir os trabalhos relacionados ao artesanato e não participar mais das feiras está associada à vontade de se dedicar a outras atividades. Entretanto, o morador do Centro observa que a esposa, Leocardia Richter, de 69 anos, continuará participando das exposições. Durante as atividades ela comercializará trabalhos feitos com tecidos.

Richter, que participou das feiras de artesanatos durante cerca de 10 anos, percebe que houve uma queda nas vendas no último ano (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

VITRINES

Para a coordenadora do Departamento de Turismo de Venâncio Aires, Angelica Diefenthäler, as feiras de artesanato são vitrines para quem atua nessa área. “É uma oportunidade a mais de comercialização, de integração e de troca de conhecimento entre os artesãos, além do fortalecimento da amizade entre eles”, destaca.

Ela ainda observa a importância da comunidade prestigiar as exposições. “Mesmo que a pessoa não queira comprar, ela pode aproveitar para conhecer o trabalho e fazer uma visita. Isso é uma forma de valorizar o trabalho dessas pessoas e serve como motivação para que elas continuem se dedicando”, comenta.

Segundo Angelica, são vários os fatores que podem estar ocasionando a diminuição das vendas nas férias. Ela cita como exemplo o momento econômico, a facilidade de comprar produtos similares industrializados, uma transição do consumo e a necessidade de o próprio artesanato se reinventar, atrelando a necessidade do cliente com a confecção de itens que além de enfeitar tenham outra utilidade. “Se a gente se reinventar, adequar produção com consumo e criatividade, acho que tem um novo perfil de consumidor que aposta no trabalho manual e feito com itens recicláveis”, considera. O número de artesãos que integram o Programa Municipal do Artesanato é 60.

CALENDÁRIO

  • A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, por meio do Departamento de Turismo, reuniu na noite de segunda-feira, 17, os artesãos que integram o Programa Municipal do Artesanato. O objetivo do encontro era planejar as atividades do primeiro semestre deste ano.
  • Dentre as principais deliberações está a permanência das feiras aos sábados e a redução do horário de exposições, que passa a ser das 8h às 13h. As datas agendadas para a realização das exposições são 7 de março, 4 de abril, 9 de maio e 6 de junho. As feiras serão realizadas no calçadão da Praça Coronel Thomaz Pereira, a Praça da Matriz.
  • Em discussão novamente, a realização de feiras aos domingos foi rejeitada pela maioria dos participantes. A título de experiência, a coordenação demarcará um espaço de livre participação nos domingos à tarde, no Centro, a partir de março.
  • O Programa Municipal do Artesanato também participará do Festival do Churrasco e do Chimarrão, em abril, e da AgroFeira, em maio. Ambas as atividades ocorrem no Parque Municipal do Chimarrão.
  • Fonte: Departamento de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo

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