Deputado Heitor Schuch destaca os 50 anos do STR

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Deputado Heitor Schuch destaca os 50 anos do STR

Na terça-feira, 15, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Venâncio Aires (STR), comemorou os 50 anos de fundação. Para marcar a data, confraternizou com mais de 2,3 mil associados no pavilhão de eventos São Sebastião Mártir. Entre os convidados, estava o deputado estadual, Heitor Schuch (PSB), ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Cruz do Sul e ex-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), ligado diretamente ao Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR).

Em entrevista à Folha do Mate, Schuch fala da caminhada dos 50 anos do Sindicato e das principais conquistas do Movimento Sindical.

Folha do Mate – Desde que o senhor assumiu a presidência da Fetag, e hoje, mesmo como deputado estadual, tem um relacionamento bem próximo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Venâncio Aires. O que os 50 anos da entidade representam para o senhor?Heitor  Schuch – Os 50 anos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Venâncio Aires representam a vitória da persistência, somada à união dos agricultores, afinal 50 anos não são 50 dias. é fruto de muito trabalho de organização, de mobilização e até mesmo sacrifício pessoal das lideranças, que nunca mediram esforços para construir uma entidade representante dos agricultores, forte o suficiente para buscar as melhorias que se buscava para a categoria.

FM – Como o deputado avalia a caminhada e o trabalho desenvolvido pelo STR em prol dos agricultores familiares nestes 50 anos?Schuch – Ninguém pode dizer que foi uma caminhada fácil. Pelo contrário, sempre houve inúmeras dificuldades e obstáculos a serem superados, e o STR soube, com união e persistência, lutas para garantir melhores condições de vida aos agricultores familiares. A trajetória tem muito a ver a cada momento econômico, político e social ao longo dessas cinco décadas. A entidade teve que se adaptar ao contexto, à realidade do momento, na ditadura, quando o assistencialismo era o principal atrativo do movimento sindical aos associados, e na democracia, quando as principais bandeiras de luta eram pelo reconhecimento da profissão e o acesso a direitos até então garantidos somente aos trabalhadores urbanos, como a aposentadoria.

FM – Por sua origem, você acompanhou e acompanha bem de perto todas as lutas dos agricultores familiares para serem reconhecidos como classe e também para terem seus direitos reconhecidos e garantidos. Qual a importância que estas conquistas têm tanto para o Movimento Sindical, tanto para a Fetag como para a sociedade?Schuch –  Sem as conquistas obtidas para a categoria, como aposentadoria, criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), habitação, o Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais teria sucumbido. As vitórias são o oxigênio, o combustível que alimenta e dão sentido à luta, à organização e mobilização dos setor. As conquistas, além de mudarem para melhor a vida dos agricultores, também trouxeram valorização e fortalecimento ao movimento, um reconhecimento não só da categoria mas da sociedade como um todo.

FM – Em diversas oportunidades, de modo especial nos encontros dos aposentados rurais, o senhor tem manifestado a sua preocupação com as ameaças que rondam os agricultores familiares, principalmente mudanças na idade para a aposentadoria. Detalhe um pouco melhor estas ameaças. Elas realmente existem? E se forem confirmadas, o que elas vão impactar na vida dos agricultores familiares? Schuch – Que as ameaças são reais todos sabemos, o governo sempre diz que a Previdência Social está falida, que existe um rombo creditado, por muitos, aos rurais que, na sua convicção, não contribuem e mesmo assim se aposentam, o que não é verdade, porque os rurais contribuem sim, e, de forma alguma, são responsáveis pelo tal desequilíbrio. O governo também já manifestou disposição de aumentar o limite de aposentadoria  da mulher de 55 para 60 anos, no que não concordamos e vamos lutar muito para que isso não ocorra, porque direito adquirido deve ser respeitado. O problema é que  essas ameaças trazem insegurança ao meio rural, realimenta o êxodo rural e dificulta a discussão sobre a sucessão rural e a permanência dos jovens na roça.

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