Se cada ser humano possui personalidade, isso não é diferente para cães e gatos. Por isso, a chegada de um novo animal pode gerar conflitos, brigas e rejeições. “Isso acontece porque se desperta algumas reações como medo, agressividade e liderança, fazendo com que o pet não se torne assertivo na introdução e no bom convívio”, explica a médica veterinária Ana Maria de Campos, especializada em clínica e cirurgia de pequenos animais.

Ela orienta que, se houver o desejo de aumentar a família pet, é importante observar o temperamento do animal de estimação. “Se ele realizou uma boa socialização quando filhote ou até mesmo depois de adulto, provavelmente não terá grandes problemas em receber e conviver com outro animal em casa, seja de que espécie for. Entretanto, se é muito territorialista, dominante, medroso ou agressivo é preciso ficar atento para evitar problemas”, observa.

Cães medrosos, territorialistas ou agressivos podem ter dificuldades na adaptação e exigem que os tutores estejam atentos (Foto: Pexels/Divulgação)

De acordo com a profissional, se não for realizada a adaptação de modo adequado, a situação pode gerar um trauma para o animal. “Muitos deixam de comer e se tornam agressivos, se excluem de todos os integrantes da família, com o comportamento de se esconderem”, cita.

Ana Maria esclarece que isso pode ser evitado se a introdução do novo cão ou gato for feita por etapas e não imediatamente, criando-se situações de convívio e socialização. “Uma dica que funciona bem é estimular a alimentação preferida ou até mesmo o carinho especial que esse pet gosta, após uma situação de bom convívio como uma resposta ao bom comportamento.”

Na prática

– Segundo a médica veterinária Ana Maria de Campos, é preciso gerar momentos felizes para a memória dos cães ou gatos. Uma dica entre cães é levar o cachorro antigo com o novo para um ambiente neutro, onde podem se conhecer de uma maneira a não disputar um território. “É importante levá-los a um parque ou a uma praça e, durante o passeio, ambos com coleira, deixá-los se cheirarem e estimular brincadeiras.”

– Ana Maria observa, ainda, que profissionais que trabalham com a psicologia felina e canina relatam que todo o filhote menor do que 4 meses que tiver contato com animais variados até esse período não terá problemas com nenhum outro tipo de animal no futuro.

– Entre as atitudes normais no comportamento do pet na chegada de outro animal estão latidos e a busca pelo conhecimento, ao se cheirarem. Se o cão tem a personalidade brincalhona, ele pode correr em círculos e ao redor do animal. Muitas vezes, para os cães mais medrosos, eles escolhem um lugar seguro e não se aproximam do novo cão.

– Entre as atitudes que não são normais estão reações de agressividade e raiva e reações de ataque com expressão da mordida.

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