Após ‘disparada’, preço da carne registra queda

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Depois das altas consecutivas no preço desde outubro do ano passado, desde agosto as carnes sinalizam queda no preço médio, conforme levantamento mensal feito pela Folha do Mate. Com as médias somadas, os tipos moída de primeira, paleta bovina e pernil suíno indicam um percentual de queda de 2,39% em relação a outubro.

Na comparação com novembro do ano passado, a diferença segue sendo mais alta, já que a média dos três produtos chega a R$ 28,42 neste ano e, em 2020, estava em R$ 24,80. A média mais alta em todo o período foi no mês de julho de 2021, quando o preço médio chegou a R$ 30,14. Em janeiro de 2019, primeiro mês em que a pesquisa da Folha do Mate foi realizada, a média das carnes bovina e suína era de R$ 16,39, 73,3% a menos que agora.

O acréscimo no preço cobrado pelas carnes começou ainda em 2019, com o aumento da exportação da proteína para a China, principalmente. No ano passado, a alta dos preços dos insumos necessários na produção e elevação do dólar contribuíram para a ascensão ainda maior.

O Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs) sinaliza que a queda deve continuar nos próximos meses, mas deve ser temporária. A diminuição dos valores nos supermercados brasileiros se dá pela redução da exportação de carne para a China, após a notificação de casos suspeitos de vaca louca em Minas Gerais e Mato Grosso. O Sicadergs alerta que, embora os preços diminuam, não vai se chegar ao patamar de 2019, sendo que para 2022 a projeção é de leve redução, muito abaixo da valorização registrada até agora.

LISTA

O valor médio para adquirir os 38 itens da lista de compras neste mês teve acréscimo de 1,65% em relação ao mês passado. Em novembro, a lista ficou com a média de R$ 379, enquanto que no mês passado o valor correspondia a R$ 372,84. Neste mês, 20 produtos tiveram acréscimo no valor, nove apresentaram queda e nove permaneceram iguais a outubro.

O aumento mais significativo deste mês é no quilo da batata. A média passou de R$ 3,98 para R$ 5,24, o que corresponde a 31,65% de incremento. O tomate também está em alta, com 29,9% de aumento. Em outubro, o preço médio do quilo era de R$ 7,17, enquanto que neste mês chega a R$ 9,32.

Chefe do escritório local da Emater, Vicente Fin ressalta que a variação do preço do tomate e batata se dá muito pela elevação do preço dos insumos agrícolas e em função do custo de distribuição, já que grande parte vem de outras regiões do país. O preço da gasolina – que já chegou na casa dos R$ 7 em Venâncio Aires – contribui para a alteração do preço praticado. “Na nossa região é um período de entressafra desses produtos, é preciso vir de fora. A alta do preço do combustível interfere na logística e no valor final para o consumidor”, explica.

Leite e derivados, que também tiveram aumento durante todo o ano, apresentam redução. O leite diminuiu 7,24% de outubro para novembro, passando de R$ 3,85 o litro para R$ 3,59. Já o queijo tipo mussarela diminuiu 15,1%, passando de R$ 40,93 para R$ 35,56 o preço médio do quilo. O levantamento foi feito na segunda-feira, 8, em três supermercados de Venâncio Aires.

Para adquirir os 38 itens da lista de compras, a média ficou em R$ 379 em novembro. A variação de preços entre os supermercados é de 8,9% entre o valor praticado mais alto e o mais baixo.

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