Depois de atuar duas décadas como costureira, Adriana montou um floricultura junto da casa onde mora, no bairro Santa Tecla (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

Há cinco anos, a trajetória profissional de Adriana Fernandes, 41 anos, mudou completamente. Depois de mais de 20 anos de atuação em diferentes empresas do município, como costureira, decidiu mudar de área e investir no negócio próprio.

Moradora do bairro Santa Tecla, sempre gostou muito de mexer na terra e cultivar flores. Foi então que teve a ideia de transformar o terreno do lado da casa da família, que era utilizado para estender roupa e para uma pequena horta, em uma floricultura.

O primeiro passo foi buscar conhecimento da parte burocrática, pois não queria atuar sem estar registrada para a função. “Procurei a Central do Empreendedor da Prefeitura para me informar e eles me explicaram no que eu me enquadraria”, conta.

Adriana encaminhou o registro de Microempreendedor Individual (MEI), o qual abrange empreendedores com faturamento anual de até R$ 81 mil e que podem ter até um funcionário. Depois disso, começou a adquirir as primeiras plantas. “Sempre gostei de flor e arrumar o jardim, mas tive dificuldade no início para saber o que cada planta precisa”, relata.

Ela lembra que acabou perdendo muitas plantas no início, por não conhecer o manejo adequado. Com o tempo, aprendeu as particularidades de cada uma, já que muitas não precisam de água e adubação todos os dias, por exemplo, enquanto que outras é preciso regar diariamente. “Cada dia é um aprendizado. As plantas são seres vivos e o contato com elas é gratificante”, destaca.

Ela recorda que, no início, muitas pessoas eram contra a aposta no negócio, diziam que era loucura, mas ela continuou por acreditar no que queria. Fez um curso de paisagismo e, atualmente, além de comercializar as plantas na floricultura, também entrega o jardim pronto.

PARCERIA
No atendimento aos clientes, conta com a ajuda do amigo Hélio Noll, 66 anos, que anteriormente passou por momentos difíceis com problemas de saúde. Para ele, a ocupação na floricultura faz bem para a mente. “É remédio estar no meio das flores”, salienta Noll.

Logo que abriu o empreendimento, Adriana também contava com a ajuda da amiga Eliones Brum. “A ajuda é essencial. Antes, quando eu saia para o plantio dos jardins, deixava fechado e perdia clientes”, completa.

A microempreendedora diz que se esforça para dar sempre o seu melhor e deixar os clientes satisfeitos. “Sempre digo que eu dou o meu melhor, de coração. Mas, depois do jardim pronto, é necessário cuidar para manter as plantas vivas e bonitas”, explica.

“Descobri um novo mundo, estou livre. Estou realizada e sempre digo que não sou dona de nada, pois meu cliente é meu patrão e estou sempre em busca de conhecimento para melhorar.”
ADRIANA FERNANDES
Empreendedora

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