Caged acompanha os números relacionados aos empregos com carteira assinada nos 5.570 municípios brasileiros (Foto: Alvaro Pegoraro)

Quem mora em Venâncio Aires sabe que o comportamento da indústria tabacaleira determina como será o desempenho do município, mês a mês, em relação à geração de empregos. Passado o período de contratação e manutenção de funcionários para a safra do tabaco – quando a Capital Nacional do Chimarrão chegou a figurar como a cidade que mais criou postos de trabalho no país -, é momento de ‘pagar a conta’ da sazonalidade.

Levantamento divulgado na quarta-feira, 30, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), expõe que, em agosto, Venâncio Aires foi a cidade brasileira com o pior saldo de vagas de trabalho. Com 776 admissões e 2.676 desligamentos no período, foram fechados 1.900 postos. Para a próxima divulgação, referente ao mês de setembro, a expectativa é de que seja registrado um novo desempenho negativo no município.

Apesar do resultado ‘no vermelho’ em agosto, a Capital do Chimarrão segue como uma das cidades com o maior número de empregos gerados em 2020, ano em que as dificuldades econômicas foram potencializadas pela pandemia de coronavírus. O acumulado no ano é de 1.561 empregos, fruto de 9.988 contratações e 8.427 demissões, o que coloca Venâncio na 21ª posição no ranking nacional de geradores de vagas de trabalho até aqui.

Em agosto do ano passado, Venâncio Aires tinha 1.541 empregos no acumulado até agosto. Em 2018, o estoque era de 2.482 até o oitavo mês do ano. Levando em consideração a pandemia de coronavírus, os 1.561 empregos acumulados em 2020 podem ser considerados dentro da média.

Estado e país

No Rio Grande do Sul, o mês de agosto fechou com um saldo positivo de empregos: 7.228 no total, a partir de 72.244 admissões e 65.016 desligamentos. No acumulado do ano, contudo, são 88.582 postos de trabalho perdidos, com 587.184 contratações e 675.766 demissões. No Brasil, agosto foi de abertura de vagas, um total de 249.388, com 1.239.478 admissões e 990.090 desligamentos. No acumulado do ano, o desempenho é negativo. Com 9.180.697 contratações e 10.030.084 demissões, foram fechados 849.387 postos de trabalho.

Acumulado em 2020

  • 1º São Luís (MA) – 5.889
  • 2º Parauapebas (PA) – 5.824
  • 3º Lençóis Paulista (SP) – 2.658
  • 4º Cristalina (GO) – 2.520
  • 5º Chapecó (SC) – 2.482
  • 6º Itabirito (MG) – 2.409
  • 7º Ponta Grossa (PR) – 2.309
  • 8º Juazeiro (BA) – 2.271
  • 9º Anápolis (GO) – 2.242
  • 10º Pontal (SP) – 2.221
  • 11º Garanhuns (PE) – 2.219
  • 12º Rio Verde (GO) – 2.097
  • 13º Santa Cruz do Sul (RS) – 1.977
  • 14º Ubaira (BA) – 1.959
  • 15º Matelândia (PR) – 1.920
  • 16º Ortigueira (PR) – 1.824
  • 17º Rio Branco (AC) – 1.703
  • 18º Canaã dos Carajás (PA) – 1.652
  • 19º Luis Eduardo Magalhães (BA) – 1.642
  • 20º Arapoema (TO) – 1.566
  • 21º Venâncio Aires (RS) – 1.561

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