Quando o negócio prosperava e Becker projetava outras novidades e investimentos, o país foi afetado pela pandemia do coronavírus.
Além de administrar o negócio, Carlos Becker também ‘põe a mão na massa’ (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

Os ensinamentos da mãe, ainda na infância, foram essenciais para o desenvolvimento da paixão pela cozinha. O menino que aos 13 anos fez a primeira salada de maionese sozinho, hoje se orgulha e se emociona ao lembrar dos detalhes que o levaram a ter o próprio restaurante e ser completamente apaixonado pelo que faz no novo negócio.

Carlos Becker, 38 anos, viveu até os 11 anos em Vila Deodoro, interior de Venâncio Aires. Mesmo antes de concluir os estudos do colégio, começou a trabalhar numa fábrica de calçados, onde ficou até o período do alistamento militar. Foi dispensado do serviço no Exército e começou a trajetória no ramo metalúrgico, que durou quase 20 anos.

Após passar por diferentes setores e fábricas, abriu junto com um sócio uma empresa de comercialização de peças de refrigeração. Depois de um tempo, passaram também a fabricar câmaras frias. Na época, a vontade de investir na área da gastronomia já existia e a mudança era vista como necessária. “Sempre tinha vontade de conquistar as pessoas por meio da comida”, afirma.

O trabalho que vinha fazendo já estava desgastado e Becker decidiu mudar. Os amigos sempre o incentivaram a investir no ramo de alimentação pelo talento ‘com as panelas’. “O pessoal sempre incentivou muito, diziam que eu devia investir em um negócio de comida”, conta.

No início de 2018, soube que o restaurante Tropicana, localizado no Centro de Venâncio Aires, estava à venda. Depois de meses de tratativas, comprou o estabelecimento. Sempre com o apoio da esposa, Charlene Baumgarten, ouviu o incentivo dos amigos e mudou totalmente de área de atuação. “Nossa meta inicial era alcançar o número de cem almoços por dia e levamos nove meses para conseguir e se manter”, comemora.

Aos poucos, foi se habituando à nova rotina em busca de formas de diferenciar o cardápio, dando ao local um novo conceito de comida. Depois de alguns meses, foi instalada uma chapa para servir grelhados junto ao buffet e dar mais um diferencial ao restaurante.

Sempre que quer testar um novo prato, Becker cria e pede para amigos e familiares experimentarem e darem suas notas. “Eu sinto que estou no ramo certo, estou realizado. Os amigos e família foram essenciais para isso se tornar realidade”, reforça.

Pandemia, um desafio no negócio

Quando o negócio prosperava e Becker projetava outras novidades e investimentos, o país foi afetado pela pandemia do coronavírus. O restaurante ficou com as portas fechadas por uma semana e voltou com um novo método de trabalho.

Com a proibição da utilização do buffet em todo o Rio Grande do Sul, no início de abril, o estabelecimento começou a vender prato feito, marmitas e viandas. Uma nova forma de apresentação da refeição, mas com a mesma qualidade e sabor. “Quando administramos o próprio negócio, precisamos ter conhecimento prático do todo, para usar o que temos de forma correta”, observa Carlos Becker

Desde então, o proprietário participa ainda mais da rotina da cozinha. Ele é o responsável pelo preparo das carnes e auxilia nos demais afazeres e preparos feitos pela cozinheira. “Eu sempre tive para mim que precisava ter domínio de todas as ações do negócio, eu sei fazer todos os preparos”, afirma.

O restaurante está atendendo de segunda a sexta-feira com marmitas e prato feito e, aos sábados, lançou um novo produto para atrair os clientes. São vendidas porções de galinhada e combos com galeto assado.

“Hoje eu sou totalmente realizado no que eu faço e isso só foi possível pelo incentivo dos familiares e amigos.”

CARLOS BECKER – Empreendedor

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