Lista de compras tem acréscimo de 3,43% em fevereiro

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A lista de compras de fevereiro apresenta acréscimo de 3,43% no preço médio para aquisição dos 38 itens pesquisados, em relação mês anterior. O levantamento foi realizado na segunda-feira, 7, nos três supermercados utilizados como base. A média neste mês ficou em R$ 386,91, sendo que em janeiro o preço era R$ 374,05.

Essa média é a mais alta desde o início da pesquisa, em janeiro de 2019, quando o preço médio ficou em R$ 256,62. A diferença entre os supermercados pesquisados é de 9,9% entre o valor mais baixo, R$ 369,92, e o mais alto, R$ 406,89.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o aumento corresponde a 13,4%, já que em 2021 a média ficou em R$ 341,19. Com relação a janeiro, os produtos que apresentaram queda no preço médio foram o presunto, tomate e carne suína. Já a alta ficou mais evidente nos legumes e verduras.

O ‘feijão nosso de cada dia’ também está mais caro. O preço médio do quilo neste mês é de R$ 9,45, enquanto que no mês passado era de R$ 8,65. Na comparação com fevereiro do ano passado, o preço está mais baixo. Em 2021, a média era de R$ 9,74.

CENOURA DISPARA

O item com crescimento mais significativo no preço médio neste mês foi a cenoura, que passou de R$ 4,09 para R$ 8,22, o quilo. O incremento corresponde a mais de 100%. Chefe do escritório local da Emater, Vicente Fin ressalta que a alta do preço da cenoura, bem como dos legumes e hortaliças de maneira geral, já é reflexo da estiagem. “A produção nos três estados do Sul do país reduziu muito. Pelo volume baixo de água e falta de irrigação, chega ao ponto de não ter umidade suficiente”, explica.

Outro fator que interfere diretamente é a alta do preço dos insumos agrícolas. Fin acredita que embora sejam mais fatores que interfiram para a elevação do preço, isso não deve se manter ou aumentar ainda mais devido à procura. “O que precisa ficar claro é que o consumidor não tem mais tanto dinheiro disponível. A população está numa situação em que não há folga, se subir muito deixam de comprar determinados produtos”, diz. Por isso, ele avalia que a tendência é a acomodação dos preços, porém sem possibilidade de quedas rápidas e significativas.

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