Com intuito de vender churros, Ernâni André Sehnem, alugou uma pequena sala comercial na rua Osvaldo Aranha, em 1985. Com o tempo, decidiu investir em sorvete expresso. Na época, no entanto, não tinha dinheiro para alugar uma máquina e precisou contar com um empréstimo do pai. Para a surpresa do Alemão, como é conhecido, o sorvete fez mais sucesso que os churros.

Mais de 30 anos depois, os filhos Djonas Sehnem e Djenie Sehnem Dettenborn administram o empreendimento. No período, o estabelecimento mudou de local, continuou na mesma quadra, porém foi para um sala um pouco maior. Na época, trabalhava com três máquinas de sorvetes, churros e chocolate quente.

Posteriormente, adquiriu o prédio e o reformou. Em 2014, a sorveteria passou por uma grande mudança, com a construção de um espaço mais amplo, com nova arquitetura e a aposta em um novo cardápio. “Meu pai teria que se aposentar um dia e acredito que se não tivéssemos investido, daqui a uns anos ele iria fechar. Ele sempre disse que construiu isso para nós”, salienta Djenie.

Entre as lembranças de infância de Djenie, estão os momentos na sorveteria do pai. “Lembro que como ele trabalhava de domingo a domingo, para ver ele vínhamos até a sorveteria e quando o movimento ficava fraco ele deixava o funcionário ou minha mãe trabalhando e ia brincar com nós aqui na quadra.” Outra recordação dela é da amizade que criavam com filhos de outros empreendedores da rua. “Os donos de lojas às vezes também traziam os filhos e lembro de brincar com alguns.”

Em 2017, Sehnem se aposentou e deixou a sorveteria nas mãos dos filhos. Um fato destacado por Djenie é que o Alemão Sorvetes foi a primeira sorveteria da cidade a oferecer taças gourmet, como Taça da Alegria. “Meu pai não queria arriscar e fazer. Ele dizia que ia dar trabalho e não teria saída, mas tentei e deu certo.”

A sócia-proprietária da sorveteria coloca que existem sabores que são os básicos e sempre precisam ter. “Meu pai tinha três máquinas, durante o ano inteiro tinham os sabores de morango com nata e chocolate e creme, a outra máquina variava os sabores. Hoje, nós temos quatro máquinas e também sempre oferecemos esses sabores de morango e chocolate e as outras duas fazem rodízio de sabores”, explica.

Para Djenie, seguir o negócio do pai é mais do que negócio: é amor. “Eu não vejo a sorveteria só como um ganha pão. É um trabalho que eu gosto, porque eu nasci aqui na sorveteria, tenho um vínculo afetivo.”

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