Uma frase da ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, guardada na sala onde atua, resume o que a professora Keula Maqueli Closs, 27 anos, pensa sobre o trabalho: “Sucesso não é quanto dinheiro você ganha, mas a diferença que você faz na vida das pessoas.”

Foto: Juliana Bencke / Folha do MateA cada atendimento pedagógico ou de estimulação precoce, Keula busca valorizar e desenvolver potencialidades dos alunos
A cada atendimento pedagógico ou de estimulação precoce, Keula busca valorizar e desenvolver potencialidades dos alunos

A diferença promovida por ela está em sorrisos e em pequenos, mas significativos avanços, de alunos da escola da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Venâncio Aires. “Não há dinheiro que pague o amor e o carinho que recebemos sendo professores, participando e vivenciando os processos de aprendizagem, lutando e comemorando cada descoberta e evolução”, considera.

Professora de Educação Especial, Keula atua em atendimentos pedagógicos e de estimulação precoce na Apae. Em sessões semanais de 45 minutos, busca desenvolver, por meio de brincadeiras e jogos, as habilidades e potencialidades de crianças com atraso desenvolvimento psicomotor e intelectual.

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Os ‘conteúdos’ trabalhados por ela vão desde números e cores até estímulo a brincadeiras de ‘faz de conta’, socialização e autonomia – guardar as peças de jogos e vestir o próprio casaco, por exemplo. Com um demanda diferente, a cada criança atendida, Keula utiliza atividades lúdicas e aposta em uma das ferramentas mais poderosas de transformação: o amor.

Inclusão não é somente quando inserimos a criança no ambiente regular, mas quando oferecemos a a ela maneiras e possibilidades de aprender. A convivência com as diferenças transforma o olhar e humaniza as crianças, possibilitando uma prática que venha a formar cidadãos que irão respeitar as diferenças de forma natural.”

“Acredito que o aluno só vai se desenvolver e aprender quando perceber que estamos ao seu lado, incentivando, e quando sentir que estamos ali porque gostamos do que fizemos. Através do faz de conta, da imaginação, dos jogos e com os laços afetivos criados no decorrer dos atendimentos, consigo possibilitar um espaço estimulador e envolvente”, acredita.

Assim, em meio a novidades e desafios diários, a aprendizagem ocorre de forma prazerosa. “O que antes era difícil ou desafiador, começa a se tornar fácil. A criança começa a se interessar pelo processo de aprendizagem e o desenvolvimento começa a acontecer de forma natural e enriquecedora.”

Para Keula, que já atuou em salas de recurso multifuncional, em escolas da rede estadual de ensino, e começou as atividades na Apae de forma voluntária, é possível contribuir de forma significativa com a educação.

A diretora da Apae, Maribel Mylius Trindade, destaca o envolvimento e a paixão da professora pela profissão. “Ela ficou por muito tempo trabalhando voluntariamente, no dia em que tinha folga e, quando surgiu a oportunidade, foi convidada a trabalhar conosco. Assim como todos os profissionais da Apae, a Keula é uma estrela no que faz”, resume.

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Atualmente, além de trabalhar na Apae, é professora de 1º e 2º ano na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Narciso Mariante de Campos, de Linha Tangerinas. Ainda, nas horas vagas, mantém, ao lado da irmã Moira Poema Closs Gaspar, a página PedagogicaMENTE, no Facebook – um espaço de compartilhamento de ideias e materiais pedagógicos para utilização em sala de aula.

“Para mim, ser professora é isso, estar sempre em constante formação, dialogando com outros profissionais, estar integrada teoricamente e, principalmente, exercitando e praticando o que acredito ser o melhor para o processo de aprendizagem dos alunos”, afirma. “Precisamos multiplicar o que é bom.”

Perfil

Keula Maqueli Closs cursou licenciatura plena em Educação Especial, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e possui pós-graduação em Gestão educacional, pela mesma instituição. Além disso, é pós-graduada em Ações em Estimulação Precoce, pela Universidade do Vale do Taquari (Univates) e cursa pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional pelo Centro Universitário Uninter. Também pela Uninter realizou a Segunda Licenciatura Plena em Pedagogia. A formação possibilitou que começasse a trabalhar como professora alfabetizadora, com alunos de anos iniciais da rede municipal.

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