Ideb é possibilidade para escolas avaliarem e aprimorarem trabalho

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O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta semana, pelo Ministério da Educação mostra que as escolas da rede pública de Venâncio superaram a nota média do Rio Grande do Sul, em todos os níveis de ensino. Veja quais são as escolas que lideram o ranking municipal. 

O doutor em Educação, professor Felipe Gustsack, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), explica que a importância do Ideb para as escolas está, justamente, no fato de ele ser uma avaliação. “Permite que as escolas tenham um registro de sua ação, em termos do ensino que oferecem e do rendimento das aprendizagens, e possibilitam que elas possam, a cada dois anos, aprimorar aqueles aspectos em que suas ações foram ou são consideradas mais frágeis”, observa.

Ele lembra que toda avaliação, na sua essência, sempre tem a característica de perseguir um ideal. No caso do Ideb, esse ideal é pautado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da qual fazem parte mais de 30 países, cujos índices da qualidade da educação alcançam, em média, a nota 6 – índice que o Brasil pretende alcançar até o ano de 2022.

“Ter a sua escola avaliada num comparativo com mais de 40 mil outras escolas públicas do país tem um significado muito importante para todos nós que nela trabalhamos, estudamos e nos inspiramos”, destaca.

Ao mesmo tempo, ele lembra que é importante observar que a OCDE se diz comprometida com os ideais da democracia e, ao mesmo tempo, com a economia de mercado, sendo formada por países com renda e Índices de Desenvolvimento Humano muito altos, se comparados aos do Brasil, por exemplo.

Pandemia

Para Gustsack, não é possível saber o quanto os resultados que serão obtidos no próximo Ideb, previsto para 2021, serão impactados pelos efeitos da pandemia de Covid-19. Na visão do educador, essa é uma questão de extrema complexidade. “A maioria dos estudantes, especialmente aqueles das escolas públicas, não possui equipamentos e estrutura adequados para as experiências de ensino e de aprendizagem remotas a que estamos submetidos hoje”, analisa.

Segundo o professor, corroboram com essa carência de condições de ensino e de aprendizagens, “a inoperância das políticas e a redução de investimentos públicos na educação, especialmente do Governo Federal – haja vista a dança de ministros verificada nesta pasta – se pensarmos, por exemplo na ausência de iniciativas de popularização e socialização de tecnologias”.

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