Ao todo, foram oito encontros divididos entre salas do IFSul e da escola Odila (Foto: Divulgação)

Português, Matemática, História, Geografia e… Eletricidade? Sim, essa ‘disciplina’ também fez parte do cronograma de aulas do 9º ano da Escola Municipal Odila Rosa Scherer nos últimos meses. Ao todo, 23 estudantes da escola do bairro União participaram do projeto “Eletricidade para o Ensino Fundamental – Conceitos e Práticas”, desenvolvido pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) de Venâncio Aires.

Segundo a pedagoga Paula Deporte de Andrade, que deu suporte didático ao projeto, um dos objetivos era aproximar os professores do instituto, oriundos da área técnica, de alunos do Ensino Fundamental. “Que tenham a experiência de vivenciar como o pensamento vai se desenvolvendo nos jovens e de que forma as aulas devem ir ao encontro das necessidades deste público.”

Ainda conforme Paula, não havia preferência por nenhuma escola, mas a Odila logo ‘se mexeu’ e fez os encaixes necessários para que horários de professores coincidissem com os horários de aula da turma.

Assim, durante oito encontros – o último aconteceu na manhã desta quarta-feira, 30 – , entre salas do Odila e do IFSul, os estudantes foram acompanhados por quatro alunos voluntários do 3º ano do curso de Refrigeração e Climatização (Eduarda Eichelberger, Eduardo Pocahy, Felipe Specht e Rodrigo Schuch). O projeto piloto foi desenvolvido pelos professores Josemar Quevedo, Jordan Trapp e Maicol Melo.

Estudantes tiveram acesso à prática de conhecimentos sobre eletricidade (Foto: Divulgação)

PRÁTICA

Entre os assuntos, os estudantes aprenderam sobre segurança, sistema brasileiro e instalações elétricas, conceito de corrente e tensão, cálculo de energia e eficiência energética, eletromagnetismo e sistemas de geração de energia. “A ideia também era promover e fomentar o raciocínio lógico e o apreço pelas ciências”, destacou o professor Josemar Quevedo.

Segundo ele, as atividades práticas contaram com materiais e produtos ‘conhecidos’ da maioria, para demonstrar a geração de eletricidade através de atrito e pilhas com limões, batatas e refrigerante, por exemplo. “Os alunos também tiveram oportunidade de trabalhar com dispositivos de montagens eletrônicas como fontes de bancada, multímetros, osciloscópio, placas de prototipagem (protoboard), resistores comerciais, leds e potenciômetros.”

Ainda não está definido como o projeto seguirá em 2020, mas a ideia é desenvolver a proposta para o ano que vem em outras escolas públicas do município.

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