Lisete, Quintana e Mara: mobilização da comunidade escolar assegurou a manutenção da turma de 1º ano, que terá aulas a partir de terça-feira, 17 (Foto: Carlos Dickow/Folha do Mate)

A secretária municipal de Educação, Alice Theis, confirmou nesta sexta-feira, 13, que a Escola Estadual de Ensino Fundamental João Pádua da Rosa, localizada às margens da RSC-287, em Linha Ponte Queimada, oferecerá turma de 1º ano. De acordo com a titular da pasta, por meio de cessão de uso, o Município ficará responsável pelo envio de um professor à instituição, já que o Governo do Estado não viabilizaria educador e matrículas. “É garantia. Na segunda-feira, os pais devem fazer as matrículas dos seus filhos. Na terça-feira, começam as aulas. É uma situação que está resolvida”, reforçou a secretária.

O impasse da João Pádua da Rosa veio a público na sessão da Câmara de Vereadores de segunda-feira, 9. Representante do 20 de Setembro, de Linha Cerro dos Bois, Maicon Roberto Quintana, de 35 anos, aproveitou para abordar o assunto na tribuna do Legislativo, quando agradecia à Câmara pela homenagem ao clube, campeão da Taça da Amizade de 2019. Pai de dois estudantes da escola, ele se emocionou ao comentar que a turma de 1º ano corria risco e pediu que vereadores fizessem o que fosse possível para evitar o fechamento de vagas. Presente à sessão, o prefeito Giovane Wickert tomou conhecimento.

Durante a semana, contatos foram feitos com o responsável pela 6ª Coordenadoria Regional de Educação (6ª CRE), Luiz Ricardo Pinho de Moura, e o modelo de cessão de uso foi encaminhado. “A gente teve que correr bastante. Em alguns momentos parecia que não ia ter volta, mas graças a Deus o 1º ano vai ser mantido. Estamos ansiosos pela segunda-feira”, declarou Quintana. De acordo com ele, embora os alunos da Escola João Pádua da Rosa sejam do Estado, “todas as crianças são de Venâncio Aires”.

ALÍVIO

Lisete Dolores Deitos e Mara Rosane Schmitz, diretora e supervisora da escola, respectivamente, também celebraram a confirmação. As professoras afirmaram que os pais dos alunos já foram contatados e que é gratificante saber que o Município vai resolver o imbróglio. Os dias perdidos serão recuperados, segundo elas. “As dificuldades foram superadas e, o mais importante, é que as famílias poderão trazer seus filhos para cá. Talvez seja um devaneio meu, mas acredito que, pela localização da nossa escola, seria de pensar, inclusive, em torná-la polo, com turno integral”, disse a diretora, lembrando que muitos estudantes das imediações precisam se deslocar a outras instituições de ensino, mais distantes.

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