Campus local tem atividades garantidas até 31 de agosto (Foto: Folha do Mate)

As aulas no Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) de Venâncio Aires seguirão, pelo menos, até o dia 31 de agosto. A afirmação é do diretor, Cristian Oliveira da Conceição, que reiterou um cenário de incertezas a partir de setembro.

Conforme ele, o futuro das atividades do IFSul nos últimos meses do ano passará por uma reunião extraordinária na próxima sexta-feira, 9, em Sapucaia do Sul. Neste dia, o Colégio de Dirigentes e representantes dos 14 campi do estado decidirão as estratégias para o seguimento dos trabalhos até dezembro.

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Mas, como até ontem, 5, a maioria dos campi recebeu 58% do total do orçamento previsto para o ano – que é de 62,9% depois do anúncio de cortes do Ministério da Educação -, a expectativa não é das melhores. “Não estamos vendo movimentação do governo. O ministro [da Educação, Abraham Weintraub] está debochando. Isso passou de uma medida austera e exagerada para um deboche”, disparou Conceição.

Também nesse encontro de sexta, que contará com a participação do reitor do IFSul no Brasil, Flávio Barbosa Nunes, será decidido se os 5% repassados ontem pelo governo serão destinados a dois campi do estado que ainda nem empenharam os valores de agosto. “Talvez vamos direcionar esses valores para esses dois fecharem este mês”, informou o diretor do IF de Venâncio. Os nomes desses institutos não foram revelados.

Quanto a Venâncio Aires, a informação é de que as atividades seguem normalmente até fim de agosto. Para setembro, o que tem garantido é o recurso para a energia elétrica.

SINDICATO

Antes da reunião de sexta, outro encontro definitivo ocorrerá nesta quarta-feira, 7, e será promovido pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Segundo o diretor do IFSul de Venâncio, Cristian Oliveira da Conceição, será votada a paralisação ou não dos servidores a partir do dia 13. “O pessoal está dizendo que se isso acontecer será para ‘paralisar para não paralisar’. É triste, mas é a realidade.”

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