Redução da safra brasileira de tabaco para 2015/16. Este é o resultado das reuniões realizadas entre a quarta-feira, 29, e quinta-feira, 30, na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul, entre as entidades representativas dos fumicultores e as indústrias fumageiras. A estimativa é de reduzir em 12% a produção da variedade Virgínia e em até 20%, a produção do Burley.Com isso, para 2015/16, a estimativa de produção passa a ser de 607.010 toneladas de tabaco produzido nos três estados do Sul do Brasil – (529.415 de Virgínia, 66.586 de Burley e 11.010 de Comum) -, contra a estimativa de produção da atual safra, que é de 695.850 toneladas (601.610 de Virgínia, 83.230 de Burley e 11.010 de Comum).A orientação das entidades aos fumicultores é de que reduzam a sua área plantada para que se possa adequar a produção à demanda. “Convocamos as reuniões com as indústrias para que elas revelem as suas intenções de produção. E, de acordo com cada uma delas, haverá redução ou, no máximo manutenção de área. Mas não podemos deixar o fumicultor plantar e, quando começar a comercialização, as indústrias alegarem não ter mercado”, destaca em nome da comissão o presidente da Afubra Benício Albano Werner. Outra recomendação da representação dos fumicultores é que se invista na qualidade do tabaco. “Ao reduzir a área o produtor pode se dedicar ainda mais ao produto e investir na qualidade do mesmo, o que dará ao fumicultor uma competitividade a mais na hora da venda”, entende Werner.

Foto: Edemar Etges / Folha do MateEntidades orientam produtores para reduzir produção e investir na qualidade do produto
Entidades orientam produtores para reduzir produção e investir na qualidade do produto