Foto: Arquivo Pessoal  Roberta Schenkel Gomes Uhry, Roberta Accioly Gerhardt Döring e Gisele Reginatto Vasconcelos formaram a corte da 7ª Fenachim, no ano de 2000
Roberta Schenkel Gomes Uhry, Roberta Accioly Gerhardt Döring e Gisele Reginatto Vasconcelos formaram a corte da 7ª Fenachim, no ano de 2000

Ao lado das princesas Roberta Schenkel Gomes Uhry e Gisele Reginatto Vasconcelos, Roberta Accioly Gerhard Döring representou a Festa Nacional do Chimarrão no ano 2000. Antes de concorrer a soberana da Fenachim ela foi eleita Garota Nossa Capa, da Folha do Mate. Mas foi aos 17 anos que realizou um dos seus maiores sonhos: foi eleita rainha da Festa com o Sabor do Rio Grande.

Roberta representou a Sociedade de Leituras e concorreu com mais 40 candidatas. “Lembro-me como se fosse ontem o nervosismo e a sensação que tive ao pisar naquela passarela. Desfilávamos em duplas e ao meu lado tinha uma grande amiga, Roberta Uhry, com quem dividia aquele mesmo sonho. Talvez isso tenha tornado a nossa coroação ainda mais especial.”

Roberta recorda do momento do anúncio. “Aos prantos, num misto de nervosismo e alegria, ainda consigo escutar a voz do Doesse dizendo: “pode chorar rainha”. Foi quando me dei conta do que havia acontecido. E mesmo tendo a certeza de ter alcançado um sonho, não tinha noção do que aquele momento representaria na minha vida.” Na busca e concretização do sonho, ela enaltece a importância dos pais Paulo Ricardo e Rose Gerhard. “Eles sempre me apoiaram e foram fundamentais para que o sonho de ser rainha da Fenachim se tornasse realidade.”

Depois de eleitas, as soberanas cumpriram uma extensa agenda de visitas e viagens, divulgando a Festa. “Trabalhamos muito

Foto: Arquivo Pessoal Roberta mora, atualmente, em São Leolpoldo
Roberta mora, atualmente, em São Leolpoldo

durante os meses que a antecederam. Foram inúmeras viagens, mateadas em universidades, passeios, visitas às comunidades do interior, jogos de futebol e participação em outras grandes festas do estado.” A fase de divulgação contou ainda com a visita da comitiva à Brasília, onde tiveram uma audiência com o então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Durante esse tempo contaram com o apoio do casal social Solange e Carlos Mariz Barreto. “Com certeza a nossa festa não teria sido a mesma sem eles, que dividiram conosco o seu tempo e nos adotaram como filhas, acompanhando os nossos passos e nos orientando sempre que necessário.”

Foi nessa caminhada que o trio formou mais do que uma amizade, uma família. “Passávamos mais tempo juntas do que com as nossas próprias famílias. E essa intimidade acabava deixando-nos agir como irmãs. O cansaço por vezes dava lugar ao choro, discussões e birras.” Mas, segundo ela, nada que pudesse atrapalhar a união. “Em instantes o problema era resolvido e partíamos rumo a outro compromisso da agenda.”

Um dos momentos mais aguardados e marcantes do reinado de Roberta foram os trajes social e de passeio, confeccionados pelo estilista Roberto Raifone, de Porto Alegre. “Ficamos encantadas quando os vimos. Eram a materialização do sonho que estávamos vivendo. Principalmente pela inovação que o preto e branco trouxeram naquela época. Afinal, era a Fenachim do milênio.”

A Festa, muito esperada pela corte, foi especial do início ao fim. “Fizemos o possível para participar de todos os eventos que ocorreram durante a Fenachim, pois sabíamos o quanto a nossa presença era importante naquela oportunidade.” Mas não só de compromissos foi a Festa para elas. De acordo com Roberta, momentos de descontração ficarão guardados para sempre em sua memória. “Fizemos desde a abertura do rodeio a cavalo e participação no Mundialito de Bocha, até brincadeiras no parque de diversões. Sem contar, é claro, dos inúmeros passeios de carrinho com o qual subíamos e descíamos dezenas de vezes as lombas do parque do chimarrão. Sem dúvida um período mágico do qual me orgulho de ter feito parte.”