Equilíbrio entre setores e diversificação dão suporte à economia

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A crise financeira ainda era realidade – se começava a falar em otimismo e recuperação da economia – quando a pandemia de coronavírus golpeou o mundo inteiro com força, fazendo com que governos dos mais diferentes países, estados e municípios passassem a priorizar a preservação da vida e ações de combate à Covid. Mal encerrava o segundo mês de 2020, quando a doença ganhou os noticiários, sem dar trégua até o momento. O enfrentamento ao coronavírus se tornou o maior desafio que todos precisamos encarar e colocou em xeque uma relação difícil de manter neste momento: um equilíbrio entre saúde e economia.

Mais do que dar suporte ao setor produtivo, empresas e indústrias, é preciso afirmar e consolidar as conquistas anteriores, já que o cenário, que ‘pintava’ favorável, virou do avesso. A Administração de Venâncio Aires, neste sentido, vem acompanhando e garantindo auxílio a investimentos anunciados e executados no município. Apesar de todas as dificuldades diárias, a avaliação do prefeito Giovane Wickert é de que os exemplos de prosperidade têm de ser celebrados, bem como o esforço realizado pelo Executivo na busca dos investimentos de empresários locais e de fora da Capital do Chimarrão que geram emprego e renda.

COSUEL, LANGUIRU E FIDA

Entre eles podem ser citados o Condomínio Avícola da Cosuel, o centro de recebimento de grãos da Languiru e a distribuidora de calcário Fida, iniciativas que se consolidaram recentemente e que têm fundamental importância no cenário econômico de Venâncio Aires. O investimento da Cosuel chega a quase R$ 8 milhões quando acrescida a contrapartida da Prefeitura, que entre aquisição de terreno, terraplanagem e outros serviços realizados na área localizada em Linha 17 de Junho, contribuiu com cerca de R$ 500 mil. “Em 2017, alavancamos a obra e, em julho deste ano, provavelmente teremos o primeiro lote em operação”, afirma, acrescentando que o Município terá retorno de R$ 200 mil ao ano em impostos gerados.

Wickert ressalta que, em relação à Languiru, o primeiro passo foi a confirmação da loja agrocenter. Agora, os produtores têm, inclusive, um silo secador à disposição. “Se o silo fosse público, teríamos o custo compartilhado. Com a Languiru, há uma taxa e o produtor está amparado”, comenta. Ele diz que acredita que “a Languiru ainda vai acrescentar muito para Venâncio Aires”, pois o investimento em novidades costumar ser constante por parte da empresa. Sobre a Fida, o prefeito argumenta que a questão logística é o que mais pesa. Embora a distribuidora de calcário não tenha gerado diversos empregos, o fato da redução considerável no custo do frete do produto é muito importante. “Para os agricultores, a correção do solo é essencial. Para isso, os venâncio-airenses buscavam o calcário em Caçapava do Sul. Agora, a Fida está aqui, em Vila Arlindo. A Prefeitura, por exemplo, triplicou seu número de atendimentos a produtores com o valor disponível para o programa de correção do solo, tudo pelo frete mais barato”, explica.

CVT E INCUBADORA

1 Em relação ao Centro de Vocação Tecnológica (CVT) da Proteína Animal, que será implementado na antiga área da Favan, em Linha Ponte Queimada, a informação é de que o processo está em análise na Caixa Econômica Federal (CEF) e, em breve, o Município deve receber a autorização para dar início à licitação.

2 O CVT é uma obra nova, que será custeada com recursos obtidos junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, quando ainda era comandado por Gilberto Kassab. São R$ 900 mil, intermediados pelo deputado federal Danrlei de Deus Hinterholz (PSD). “Foram autorizados dois CVTs para o Rio Grande do Sul: da Proteína Animal, para Venâncio Aires, e da Erva-Mate, para o município de Ilópolis”, lembra o prefeito Giovane Wickert.

3 Já no que se refere à incubadora tecnológica, serão utilizados dois pavilhões já existentes na antiga área da Favan. Em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), iniciativas promissoras serão instaladas e receberão suporte para, no futuro, “terem vida própria”. Uma das possibilidades é que as empresas incubadas sigam para a área do novo Distrito Industrial, em Vila Estância Nova.

Novo Distrito Industrial e incentivos

Nos próximos meses, a partir da tendência de maior controle da pandemia de Covid-19, a intenção do Executivo é dar início aos trabalhos de estruturação do novo Distrito Industrial, localizado em Vila Estância Nova. No fim de março a Prefeitura concluiu o processo de escrituração da área de 84 hectares – que foi doada pelo Governo do Estado – e, de acordo com Giovane Wickert, “já é possível mexer lá”.

O prefeito argumenta que, neste momento, “está sendo elaborado o projeto arquitetônico do novo Distrito Industrial” e que as primeiras ações devem ser a abertura de estradas, disponibilização de energia elétrica e internet e abastecimento de água. “Temos que fazer algo que chame a atenção. As pessoas que passam por ali, na RSC-287, precisam se dar conta da oportunidade que Venâncio Aires está oferecendo”, comenta.

Wickert estima em R$ 7 milhões o patrimônio incorporado pelo Município a partir da escrituração do novo Distrito Industrial. Ao mesmo tempo, cita que a Prefeitura trabalha, nos últimos anos, com uma série de concessões de benefícios industriais, com base no programa Venâncio Sem Fronteiras, iniciativa que tem como objetivo atrair novos investimentos para a Capital Nacional do Chimarrão. “É preciso ressaltar que, embora tenhamos todo o interesse em dar vida a este novo distrito, jamais deixamos de investir e ampliar o que já existe. A melhoria mais recente foi a instalação de uma rede que possibilitou que empresas colocassem máquinas de custo elevadíssimo em operação”, completa o chefe do Executivo.

Mais destaques

• O prefeito Giovane Wickert enfatiza que Venâncio Aires deve ser considerar um município de vanguarda, pelo fato de que está conseguindo um equilíbrio entre os setores produtivos. De acordo com ele, indústria, agricultura e comércio e serviços estão nivelados. Esta característica, sustenta, torna a cidade mais resistente às crises, pois não depende exclusivamente de um deles. “Os nossos empresários são arrojados, corajosos e investem na nossa cidade”, afirma.

• O município é o maior produtor de aipim do Rio Grande do Sul, tem o segundo maior número de pequenas propriedades rurais na América Latina e se destaca ainda na produção de milho, arroz e soja. Em relação ao tabaco, carro-chefe da economia, Wickert diz que “estamos sempre os maiores produtores mundiais”.

• Na questão logística, a Capita do Chimarrão está localizada em um raio de 100 quilômetros em relação a Porto Alegre, mesma distância em relação à Serra e no caminho que leva a Santa Maria, na região Central do Rio Grande do Sul. Além disso, Venâncio Aires tem em seu território o ponto de encontro entre as RSCs 287 e 453, que ligam os vales do Rio Pardo e Taquari.

• Para o futuro, é intenção explorar o rio Taquari, no projeto que ficou conhecido como Parque Hidroviário. “São 67 municípios do estado que concentram 15% do potencial hidroviário. Destes, 12 são considerados estratégicos, e Venâncio Aires é um deles. O custo logístico da hidrovia, em relação à rodovia, é quase 90% menor”, cita o prefeito. Ele também informa que está em andamento o primeiro condomínio fechado do município e que “deve dar fruto” o projeto de instalação de um hotel às margens da RSC-287, nas proximidades do trevo de acesso à cidade. “Bem provável que teremos novidades em breve”, conclui.


“Quando a gente para e analisa o cenário, nota quanta coisa já foi feita em Venâncio Aires. Fazemos parte do grupo das 30 maiores economias do Rio Grande do Sul e vamos continuar evoluindo.”

GIOVANE WICKERT

Prefeito de Venâncio Aires


 

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