Buracos na rodovia prejudicam mecânica dos veículos, a exemplo de Simon, que teve pneu cortado, após cair em um dos buracos (Foto: Cristiano Wildner/Terra FM)

Por Alvaro Pegoraro e Cristiano Wildner

Os problemas estruturais nos 13,3 quilômetros do asfalto que liga o bairro Grão-Pará, Linha Travessa a Vila Palanque, pela VRS-816, parecem não ter solução. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) alega não ter material disponível e nem dinheiro, para consertar o trecho de forma adequada, que em alguns locais está intransitável. “Não adianta eles virem aqui jogar brita dentro dos buracos. O trabalho tem que ser bem feito”, reclama o morador João Carlos König.

Foi o que aconteceu, novamente, no último ‘tapa-buracos’, feito na semana passada. O Daer informou que o serviço de recuperação da VRS-816 seria realizado em parceria com a Prefeitura. A autarquia forneceu a massa asfáltica (só depois que uma comitiva de vereadores foi até a sede do Daer, em Lajeado) e a execução dos trabalhos foi de responsabilidade da Prefeitura.

Mas quem circula pelo trecho nota que os buracos já reapareceram. König, que mora há oito anos às margens da rodovia, explica que a cada chuva, tudo volta ao ‘normal’. Ele percebe que os problemas só aumentam e teme que, se nada for feito, as coisas piorem ainda mais. “Com o tempo, vai se perder até a base deste asfalto”, observa.

“Não sei mais o que dizer, pois desde que moro aqui, sempre teve este problema. Eles vêm aqui, jogam uma brita nos buracos e a cada chuva, tudo fica igual. Se continuar assim, com o tempo vai se perder até a base deste asfalto.”

JOÃO CARLOS KÖNIG – Morador

Simon mostra o buraco, na VRS-816, que danificou pneu do veículo (Foto: Cristiano Wildner/Terra FM)

Um dos motoristas prejudicados com a falta de manutenção da VRS-816 é Gustavo Simon, 25 anos. Ao circular pela rodovia dias atrás, antes da operação tapa-buracos realizada pela Prefeitura, o carro dele acabou caindo com uma das rodas em uma ‘cratera’. Com a situação, o pneu precisou ser descartado. “O corte foi tão profundo que não teve conserto”, disse Simon.

Ele também estuda a possibilidade de ingressar com pedido de indenização contra o Daer/RS, responsável pela conservação da rodovia. “A rodovia em sua grande maioria não é iluminada e mal sinalizada. Além disso, a conservação dela é ainda pior. Tapa-buracos são realizados, mas o problema é crônico. Toda e qualquer chuva faz ressurgir buracos que logo viram crateras”, lamenta o motorista.

Para recorrer à Justiça, Simon reuniu provas, baseadas em fotos do local do buraco e das condições do veículo e testemunhas. Agora, além do registro policial precisa providenciar ainda pelo menos três orçamentos.

Em Linha Travessa e em todo o trecho da rodovia, buracos e a deteriorização do asfalto chamam a atenção (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

*Texto atualizado às 17h35min do dia 13 de outubro. 

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