Buracos são um perigo para quem transita pelo trecho (Foto: Alvaro Pegoraro)

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) disse que não tem material para consertar o asfalto da VRS-816, que inicia no Monumento ao Imigrante, em Linha Grão Pará, passa por Linha Travessa e vai até Vila Palanque. A maior parte dos 13,3 quilômetros da rodovia estão praticamente intransitáveis e a solução parece distante.

Pneus furados e calotas soltas são problemas diários. Para o empresário Nélsio Heisler, 62 anos, não adianta o Daer vir aqui e fazer o tapa buracos da maneira como sempre fez. “Eles jogam material de cima do caminhão, dentro dos buracos, e isso não adianta nada. É preciso fazer um trabalho bem feito”, reclama o empresário, que tem prejuízos com a buraqueira.

Dono de um comércio atacadista, tem caminhões nas ruas e não raro, um deles danifica os pneus por causa da quantidade de buracos. “As vezes os caminhões saem bem cedo e se está chovendo, não tem como ver os buracos”, comenta. Dias atrás, o carro do filho teve uma das rodas quebradas.

Preocupado, o vereador Nelsoir Battisti se pronunciou na sessão da Câmara de Vereadores da segunda-feira, 17, e pediu apoio dos colegas para buscar uma solução. “Já que não tem recapeamento, que a gente consiga pelo menos a manutenção através da famosa operação tapa buraco nesta estrada, que é tão utilizada para acessar Travessa, Santa Emília, Palanque, Herval e outras localidades”, disse.

Na quarta-feira, 19, acompanhado dos vereadores Sandra Wagner (PSB) e Ezequiel Stahl (PTB), Battisti foi até Lajeado conversar com o superintendente regional do Daer, Fabiano Oliveira. Ele falou das dificuldades da autarquia, que é responsável por atender um trecho de 728 quilômetros de estradas e que para solucionar os prejuízos causados com as últimas chuvas, seriam necessários R$ 17 milhões. “No entanto, disse que terá R$ 23 milhões para as obras de todo o Estado”, comentou Battisti.

Apesar do Daer informar que não tem material e nem previsão de quando executará as obras na VRS-816, Oliveira garantiu que o trecho está entre os cinco primeiros a serem feitos. Segundo ele, até a próxima semana já haverá uma posição sobre a execução da obra.

Conforme estudos, para a execução de tapa buracos, nos 13,36 Km da VRS-816, seriam gastos quase R$ 304 mil. Com relação a ERS-130, em Vila Mariante, Oliveira explicou que sabe da necessidade de reparos mas que estes ficarão para um segundo momento.

Além destes pedidos, os vereadores solicitaram o alargamento no cruzamento da entrada para Vila Santa Emília e a colocação de bueiros, possibilitando uma via alternativa para quem segue rumo a Linha Travessa.

O que disse o Daer

“Em razão da disponibilidade de recursos financeiros, o Governo do Estado incluiu no Plano de Obras 2019 a conservação das rodovias ERS-332, ERS-411 e ERS-423. Já a VRS-816 vêm sendo mantida por administração direta, por meio da 11ª Superintendência Regional do Daer de Lajeado, que administra a malha rodoviária da região, priorizando a manutenção dos trechos mais críticos. Entre os serviços realizados pela equipe, estão operações tapa buracos, roçadas e, eventualmente, conserto da sinalização vertical danificada.
Neste momento, os reparos localizados estão suspensos devido à falta de material, visto que o fornecimento de massa asfáltica pela empresa Coesul não ocorre desde o dia 24 de junho devido à suspensão na produção desse item. Além disso, tramita a reprogramação do contrato de conserva dos serviços da regional que, em breve, voltará à atividade, necessitando de recursos financeiros para realizar os serviços na rodovia.
Portanto, assim que forem disponibilizadas as verbas, ocorrerão as atividades necessárias na VRS-816. Para a realização de serviços de recuperação, com reconstruções localizadas, remendos localizados e reperfilagem nos 13 quilômetros da rodovia, além de melhorias na drenagem e roçadas, o custo seria de aproximadamente R$ 3,1 milhões”.

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