Desde 2017, número de beneficiários do Bolsa Família em Mato Leitão aumentou 82,5%

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De 2017 para cá, Mato Leitão teve um aumento de 82,5% no número beneficiários do Bolsa Família. Conforme dados repassados pelo coordenador do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e gestor do Bolsa Família, Jelson Luiz Pereira Machado, nessa época, o número de beneficiários era 63. Em abril deste ano, ele é 115.

De acordo com ele, não aconteceu um aumento expressivo em relação ao ano passado, quando havia 113 famílias, porque há cerca de 40 famílias que já efetuaram o Cadastro Único, também chamado de CadÚnico, mas ainda aguardam pela liberação do Bolsa Família. Ele explica que, desde que começou a pandemia, em março do ano passado, o Governo Federal não liberou novos cadastros para o programa.

Grande parte dessas pessoas que estão esperando conseguiram acessar o auxílio emergencial, oferecido pela União. Assim como existem casos de famílias que aguardam pela aprovação do Bolsa Família, existem outras que se mudaram para outro município e ainda não atualizaram o endereço. Como o sistema não está aberto para que os gestores municipais façam o bloqueio desses cadastros durante a vigência do auxílio emergencial, é preciso aguardar que a atualização seja feita pelos próprios beneficiários.

Requisitos

Coordenador do Bolsa Família
Machado explica como funciona para fazer o Cadastro Único e acessar o Bolsa Família (Foto: Taís Fortes/Folha do Mate)

Segundo Machado, para ser beneficiário do Bolsa Família é necessário fazer o Cadastro Único, que funciona como uma porta de entrada para programas sociais de âmbito federal, estadual e municipal. Ele também salienta que a liberação do benefício é feita pelo Governo Federal e não pela Prefeitura.

Na Cidade das Orquídeas, o Cadastro Único pode ser feito no prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Cidadania, localizada na rua Cônego Pedro Henrique Vier, 595, onde também funciona o Cras. Para isso, é necessário atender alguns requisitos: ter renda per capita de meio salário mínimo, que hoje equivale a R$ 550, ou renda familiar de três salários mínimos e ser morador de Mato Leitão.

Outro ponto importante em relação ao CadÚnico é a necessidade de atualização. Isso deve ser feito sempre que houver alguma alteração no núcleo familiar – como mudança no número de integrantes, da renda, do endereço ou da escola que crianças e adolescentes frequentam – ou dentro de, no máximo, dois anos.

Segundo Machado e o assistente administrativo, Gilmar Salbego da Silveira, são realizadas entre 17 e 18 atualizações do Bolsa Família e entre seis e sete do Cadastro Único por mês. “A grande maioria das pessoas procura fazer o Cadastro único por causa do Bolsa Família e se integra dos demais benefícios que ele oferece”, relata o coordenador do Cras.

Beneficiários do Bolsa Família

Entre as famílias que recebem o auxílio em Mato Leitão está a de Elisa Silva do Prado Rosa, 36 anos, e Valmir Antônio da Rosa, 45 anos, moradores do Travessão dos Rosa, em Vila Santo Antônio, interior do município. O casal tem três filhos – Arthur, 14 anos, Ezequiel, 11 anos, e Catherine, 5 anos – e está à espera do quarto, a Esther, que vai nascer em junho.

A família recebe o benefício há cerca de quatro anos. Segundo Elisa, eles procuraram pelo Bolsa Família quando o marido ficou desempregado. “Ele fazia alguns bicos, mas não era uma renda fixa. Como nenhum de nós dois estava trabalhando, esse valor foi muito importante para pagarmos as contas de luz e água e comprar o ranchinho”, relata. Hoje, o valor do benefício também é importante para ajudar a custear os gastos com os exames pré-natal da filha caçula.

Há oito meses, Valmir conseguiu emprego em uma metalúrgica de Venâncio Aires e os planos de Elisa é, assim que a filha mais nova, que ainda não nasceu, tiver passado pelo período de amamentação, procurar uma vaga de trabalho também. Quando os dois estiverem empregados, a ideia do casal é cancelar o recebimento do Bolsa Família. “Se não vamos precisar mais, queremos deixar para outras pessoas”, acrescenta Elisa.

Saiba mais

  • Mato Leitão tem 137 famílias com renda familiar per capita de até R$ 89 e 20 famílias com renda entre R$ 81,01 e R$ 178 – todas que deveriam ser beneficiadas com o Bolsa Família. Além disso, há na Cidade das Orquídeas 106 famílias com renda de R$ 178 a R$ 550 por pessoa e 319 que recebem acima de meio salário mínimo. As informações do Cadastro único são autodeclaratórias.
  • No último ano, o número de benefícios eventuais (auxílio alimentação) concedidos em Mato Leitão dobrou. Antes da pandemia e dos incêndios que afetaram as duas maiores empresas do município, eram cedidos em média 17 por mês. Ao longo do último ano, essa média mensal subiu para 41.

LEIA MAIS: Mato Leitão é contemplado com recursos do Programa de Aquisição de Alimentos

Evolução do número de famílias no Cadastro Único

2013 – 303
2014 – 343
2015 – 337
2016 – 230
2017 – 261
2018 – 448
2019 – 475
2020 – 580
2021 (até janeiro) – 582, totalizando 1.383 pessoas

Números do Bolsa Família

2017 – 63 famílias
2018 – 111 famílias
2019 – 101 famílias
2020 – 113 famílias
2021 – 115 famílias

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